Duração
da viagem: 08-11-2025 / 09-11-2025
Nota: esta publicação contém opiniões pessoais.
Surpresa, surpresa, mais um concerto de uma pop
girlie a pedido do meu irmão!
Em dezembro do ano passado, a Katy Perry anunciou as paragens europeias para a
sua The Lifetimes Tour. Na altura,
Portugal ficou de fora. No entanto, o meu irmão viu que ela ia tanto a Madrid
como a Barcelona e, por isso, a ideia não ficou por terra.
Como os bilhetes foram vendidos com bastante
antecedência, acabei por preferir que fossemos a Barcelona,
que embora seja mais longe, o concerto calhava num domingo e, como na altura
ainda não sabíamos como estaria a nossa vida, era mais fácil para programar
tudo.
Para variar um pouco, desta vez, o meu irmão é
que comprou os bilhetes. O preço foi mais barato do que os praticados em
Portugal e eram no Sector 216 Grada Norte.
Esperámos até setembro para finalmente comprar os
bilhetes de avião e a estadia no hotel. Decidimos que íamos aproveitar para lá
passar o fim de semana e que voltávamos na segunda-feira de manhã.
Primeiro
dia:
Fundação Joan Miró; Palácio da Música Catalã; Mural do Beijo; Loja
Oficial do FC Barcelona; Casa Batlló; Casa Milà; Basílica da Sagrada Família;
Fonte Mágica
Após acabar um turno no trabalho às onze horas da
noite, a última coisa que me apetecia era chegar a casa e ainda ter de fazer a
mala para a viagem. Ainda por cima, sabendo que teria de me levantar às quatro
da manhã!
Chegámos ao aeroporto por volta das cinco horas e
tivemos a sorte de, lá dentro, ser sempre a andar. Passámos pela segurança sem
problemas, comprámos umas garrafas de água enquanto esperávamos para saber qual
seria a porta de embarque e, logo de seguida, conseguimos embarcar. Foi a
primeira vez que chegámos ao aeroporto e conseguimos fazer tudo calmamente e
sem termos de esperar tempo absolutamente nenhum até entrarmos no avião.
Esta foi também a nossa primeira experiência com
a companhia easyJet, optámos por levar apenas uma mochila às costas, já que era
apenas um fim-de-semana, e não tivemos qualquer problema nesta viagem de ida.
Ao chegarmos a
Barcelona, apanhámos um autocarro para o
hotel, a viagem era de cerca de vinte minutos, e ficámos a poucos minutos de
distância a pé. Fizemos o check-in, mas como não podíamos ainda
ter acesso ao quarto, deixámos lá as malas e prosseguimos com o nosso dia tão
preenchido. Ainda não eram onze da manhã (horário local).
Se acompanham o blogue, sabem que esta não foi a
primeira vez que eu e o meu irmão visitámos esta cidade e, por isso, queríamos
garantir que aproveitávamos ao máximo para ver as tantas coisas que deixámos
por ver da última vez (spoiler alert: ainda deixámos muito para uma
terceira visita!).
Fizemos uma paragem rápida num Starbucks
(já é tradição) para tomarmos o pequeno-almoço e para eu beber um bem merecido
café. Há sempre tempo para ter o meu nome mal escrito num dos famosos copos da
marca!
Posto isto, fizemos uma caminhada até ao nosso
primeiro destino: a Fundação Joan Miró. Ao
fazer esta caminhada, lembrei-me que Barcelona podia
ser irmã de Lisboa, são ambas cidades em que, quando vemos o tempo de
distância no GPS, temos de nos lembrar que esse tempo inclui grandes subidas!
Como já tínhamos comprado os bilhetes, foi só mostrá-los na entrada e prosseguir com a visita. Confesso que não sou a maior fã deste pintor, gosto de algumas das suas obras, mas também há muitas em que sou o tipo de pessoa que olho e penso «eu conseguia fazer aquilo!». Contudo, o museu tinha várias obras e esculturas interessantes, várias de outros artistas.
Saímos do museu quando já era uma e meia da tarde
e, para variar, tivemos de nos apressar para a nossa próxima marcação: o Palácio da Música Catalã. Fizemos mais uma
caminhada até perto da Praia da Barceloneta e,
aí, apanhámos um autocarro para perto do Palácio.
Chegámos um pouco mais cedo, mas não tivemos
problema nenhum. Fico sempre surpresa com a pouca segurança que os museus e
exposições têm; muitos chegam a dar a sensação de que qualquer pessoa lá
consegue entrar, independentemente de se tem ou não bilhete.
O exterior do edifício era incrível e destacava-se logo dos prédios ao seu
redor. Fico sempre impressionada com este aspeto de Barcelona,
caminhamos pelas ruas e, de repente, lá está um destes edifícios que quase nos
deixa sem ar.
Se o exterior já me tinha deixado encantada, o
interior deixou-me completamente rendida. Absolutamente magnífico, cheio de
mosaicos coloridos, tetos lindos. Claro que me fartei de tirar fotografias. A
sala principal era aberta ao público e era de cortar a respiração. Com
esculturas belíssimas, acho que nunca vi uma sala tão colorida. Pudemos
sentar-nos a ver a equipa a montar o palco para uma exibição. Foi também
possível subir ao andar de cima e ter outra visão da sala.
Eram quase quatro da tarde quando saímos do Palácio e fomos, finalmente, almoçar. Optámos por
um McDonalds, algo rápido e eficaz, e o estabelecimento onde calhou irmos era,
definitivamente, o McDonalds mais bonito que já vimos. Vou deixar-vos uma
fotografia, pois às vezes as imagens dizem mais que as palavras:
Já de barrigas
cheias, caminhámos até ao famoso Mural do Beijo,
que já tínhamos visto na nossa primeira visita à cidade, mas eu fiz questão de
lá passar novamente. Fico sempre fascinada com aquela obra de arte e não ia
perder a oportunidade de lá passar mais uma vez.
Lá perto havia uma das lojas
oficiais do FC Barcelona e, como é óbvio, o meu irmão queria lá passar
(mal sabia eu o que me esperava). A loja tinha três pisos: o debaixo para as
mulheres, o do meio para os homens e o de cima para as crianças. Andámos lá às
voltas para o meu irmão ver se comprava algo (era quase certo que ia comprar)
e, no meio de tanta roupa, eu vi uma camisola e fiquei apaixonada. Adorei o
padrão e que fosse um cropped top estilo polo, mas não
muito curto (deixei a hiperligação se quiserem cuscar no site, mas vou
deixar fotografias mais adiante). O meu irmão acabou por comprar uma igual no formato para homem, que é igualmente linda. Esta foi uma despesa
que não esperava, de todo, ter, mas não me arrependo.
Quando saímos da loja, já estava a escurecer. Tínhamos decidido que íamos
passar pelas famosas Casas do Gaudí, para as
voltarmos a ver por fora, e assim o fizemos. A primeira paragem foi a Casa Batlló.
Depois,
caminhámos mais um pouco até chegarmos à Casa Milà.
Tanto uma como a outra têm fachadas belíssimas, que se destacam logo de tudo o
que as rodeia. A arquitetura do Gaudí é, de facto, incomparável.
Da Casa Milà partimos
para a icónica Sagrada Família. O meu irmão
tinha-me dito que a uma certa hora a Basílica ia
ficar iluminada, o que me fez esperar por algo como a iluminação da Torre
Eiffel, mas foi iluminada de forma simples. De qualquer forma, fica tão bonita
de noite quanto de dia.
A última paragem do dia foi a Fonte Mágica de Montjuïc, que eu vi no TikTok e não podíamos perder a oportunidade de ver. De
acordo com o que pesquisei, este evento só acontece nesta altura do ano e em
dias específicos, por isso, não o podíamos mesmo perder.
Contudo, embora fosse bastante cativante de ver,
tornou-se rapidamente monótono e mais do mesmo. A música que acompanhava o
espetáculo também não era a mais adequada e deixava o ambiente algo aborrecido.
Teve a duração de meia hora, mas não ficámos o tempo todo.
Antes de regressarmos ao hotel, passámos num
centro comercial e decidimos experimentar Taco Bell. Pedimos a comida para
levar e ficámos imenso tempo à espera. Já no hotel, comemos, organizámos o
plano para o dia seguinte e fomos descansar (como já bem merecíamos).
Segundo
dia:
Estádio
Johan Cruyff; Casa Vicens; Las Jellys; Palau Sant Jordi
Acordámos por volta das nove e meia da manhã,
arranjámo-nos e apanhámos um Uber para o Estádio
Johan Cruyff, onde íamos ver o jogo FC Barcelona contra Deportivo Abanca
(futebol feminino). Os nossos lugares eram bastantes bons, estávamos na
terceira fila e tínhamos uma visibilidade incrível para o campo.
Antes de o jogo começar, aproveitámos para tirar umas fotografias (podem agora ver melhor as camisolas que comprámos!).
O jogo começou ao meio-dia e, ao intervalo,
estávamos a ganhar 8-0, com golos da Vicky, Alexia, María Leon, Aleixandri (2),
Pina, V. Martínez e Graham. Como o jogo estava a correr tão bem, sugeri ao meu
irmão fazermos uma trend do TikTok, aquela em que fazemos a previsão do
resultado final e quem marca os golos. Pois bem, tivemos o azar de o resultado
ficar inalterado (deixei a hiperligação para verem o vídeo).
Assim que o jogo acabou, tivemos de nos apressar
para chegarmos a tempo da nossa marcação na Casa
Vicens.
Fiquei logo fascinada com a fachada, é bastante diferente das outras duas
casas que já tínhamos visitado. Esta é mais colorida e mais vistosa. Na
entrada, tivemos direito a um áudio guia, era grátis, tínhamos apenas de ler um
QR Code. O guia ajudava-nos também a perceber a ordem pela qual era aconselhado
fazermos a visita. Senti que o guia era realmente útil, não ficamos apenas a
ver uma casa vazia, mas sim percebemos todos os detalhes e o porquê de tudo ser
como é e também a perceber como era antes.
No fim da visita, fomos “cobrar” os churros com chocolate quente a que o
nosso bilhete dava direito e fica aqui o aviso: não valem a pena.
A nossa última paragem era um estabelecimento que
eu conheci no TikTok já na altura da nossa primeira visita à cidade, mas que
não tivemos tempo de ver. Dessa forma, fizemos questão de o visitar desta vez e
valeu muito a pena! Chama-se Las Jellys e é uma pequena loja que vende shots de
gelatina com sabor a cocktails (deixo
aqui o Tiktok que fizemos para se quiserem ver). A rapariga que lá trabalhava foi super
simpática, explicou-nos que eles só vendem os shots em caixas de pelo menos
seis unidades, mas que podíamos ter um shot gratuito cada para provarmos.
Àquela hora, já só havia de dois sabores: Moscow Mule e French 75. Eu
provei um e o meu irmão o outro. Gostámos bastante, o sabor a álcool não é
muito intenso e têm um sabor bastante doce. Acabámos por decidir levar uma
caixa personalizada de seis shots. Os sabores que eu escolhi foram piña colada,
sex on the beach e tequila sunrise. Os do meu irmão foram sex on the beach,
caipirinha e mojito. Cada shot trazia ainda um topping para colocar por
cima. Consumimos dois antes de irmos para o concerto da Katy Perry e o restante depois.
Como o nosso hotel era perto da arena onde ia
decorrer o concerto, fomos a pé. Chegámos e fomos logo revistados (nunca tinha
sido tão bem revistada), mostrámos os bilhetes e entrámos. Os nossos lugares
eram bastante bons, tirámos umas fotografias, comprámos um pacote de pipocas e
aproveitámos o espetáculo.
Quem abriu o concerto foi a Becky Hill e tenho de
admitir que, para mim, foi a pior abertura de concerto que já vi. Muitas das
suas músicas são colaborações com DJs, o que significa que, quando ela as canta
ao vivo, não têm a mesma vibe. Já para nem dizer que, como estava
sozinha em palco, dava muitas vezes a aparência de uma instrutora de zumba.
Passando então ao concerto da Katy Perry, vou primeiro deixar-vos aqui a setlist:
1. Artificial
2. Chained to the Rhythm
3. Teary eyes
4. Dark Horse
5. Woman’s World
6. California Gurls
7. Teenage Dream
8. Hot n Cold
9. Last Friday
Night (T. G. I. F.)
10. Peacock
11. I Kissed
a Girl
12. Nirvana
13. Crush
14. I’m His,
He’s Mine
15. Wide Awake
16. Double
Rainbow
17. Unconditionally
18. All the
Love
19. E. T.
20. Part of
me
21. Rise
22. Bandaids
23. Roar
24. Daisies
25. Lifetimes
26. Firework
Antes de o concerto começar, a plateia decidiu
fazer a famosa onde por toda a arena. Confesso que fiquei muito surpreendida,
nunca tinha visto a onda a durar tanto tempo e tantas voltas. Demorou mesmo bastante
tempo até que as pessoas se fartassem!
Fiquei muito animada com a setlist,
apesar de não conhecer todas as músicas, muitas delas marcaram a minha infância
e posso agora dizer que a Mariana de oito anos está muito feliz!
Adorei que a forma que a Katy
arranjou para ligar toda a sua discografia fosse através de um videogame.
Antes de ela subir ao palco, passou nos ecrãs um vídeo sobre como o mundo
estava a acabar por não haver mais borboletas devido a um grande vilão. A Katy é a protagonista do jogo e tem de salvar o
mundo completando vários níveis. Achei uma ideia super gira.
Uma coisa que achei muito estranha na audiência
de Barcelona, foi que passaram o concerto todo a levantarem-se e a voltarem a
sentar-se. Mas não posso dizer que sejam uma má plateia, pois quando era para
cantar as músicas mais conhecidas, ninguém se continha.
Adorei a energia da Katy,
que tivesse tentado várias vezes falar em espanhol e catalão e gostei imenso do
formato do palco, o icónico infinito.
Foi durante a atuação de Dark
Horse que se sentiu pela primeira vez a verdadeira energia do público.
Foi quase ensurdecedor a forma como todos nos juntámos para berrar a plenos
pulmões aquela música.
Algo de que não gostei muito foi que algumas
músicas tivessem sido bastante encurtadas, nomeadamente California Gurls e Last Friday
Night, que são duas músicas icónicas. Também não gostei que cantasse uma
versão remix de Wide Awake, que é uma das
minhas músicas preferidas. Além destas, Peacock foi
uma música que cantou apenas uns meros segundos, só um cheirinho mesmo.
Quando chegou o momento de serem os fãs a
escolher as músicas surpresas, através do QR Code que passa nos ecrãs, fiquei
bastante desiludida. O código era bastante pequeno e nos nossos lugares não
dava para serem lidos, logo não conseguimos votar. De qualquer forma, ganhou Double Rainbow (que não conhecia, mas gostei
bastante) e Uncondicionally. Antes de cantar
a segunda música, a Katy escolheu alguns fãs
para subirem ao palco e cantarem com ela, o que provocou um momento muito
engraçado.
Adorei a atuação de E.
T. e de Part of me, acho que ambas
combinaram na perfeição com a coreografia da luta contra os vilões. Embora
tenha gostado imenso da ideia do videogame, houve partes que faziam mais
sentido que outras, e esta fazia imenso sentido e ficou mesmo incrível.
Também gostei imenso de ver a Katy às cambalhotas pelo ar e a voar na icónica
borboleta enquanto canta Roar. Fez-me
lembrar da Olivia Rodrigo a cantar na sua lua.
Como se tudo não estivesse já a correr às mil
maravilhas, ainda tivemos a oportunidade de ouvir a nova música, Bandaids, ao vivo. A música está incrível e ver a Katy a trocar as vestimentas “berrantes” da
digressão por umas simples calças de ganga e t-shirt branca foi a cereja no
topo do bolo.
A energia da Katy a
combinar com os bailarinos incríveis, a sua icónica discografia, todos os visuals
e ainda o palco, fizeram deste concerto uma experiência única. A sensação de
gritar Firework como se as nossas vidas
dependessem disso foi impagável.
A cantora vai atuar em 2026 no Rock in Rio Lisboa
e, apesar de o concerto já não fazer parte desta digressão, espero que seja
igualmente icónica, ainda que um concerto de digressão e um de festival sejam
sempre bastante diferentes.
Deixo-vos para terminar a habitual selfie com o
meu parceiro de concertos!
Fonte das imagens/fotografias e vídeos: Mariana
Revisão: Mariana Chorão
















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