Nota: esta publicação contém opiniões
pessoais.
Em fevereiro, tínhamos literalmente acabado de
chegar a casa da nossa viagem a Amesterdão e a Bruxelas, foi anunciado o
concerto na MEO Arena para celebrar os 20 anos dos Morangos
com Açúcar. Como já sabem que sou uma enorme fã, falei logo com o meu
irmão e comprámos os bilhetes mais baratos, que eram 35 euros e eram para o
Balcão 2, sem lugares marcados.
Percebemos logo que seria um concerto diferente
daquele a que tínhamos ido no ano passado, o da reunião. Neste, nem todos os
membros de todas as bandas iriam marcar presença e foi anunciado que artistas
que marcaram a banda sonora da série estariam presentes. Esta última parte
deixou-me, obviamente, muito entusiasmada. Ia finalmente ter a oportunidade de
ouvir ao vivo artistas como o TT ou a Diana Lucas.
O concerto
iria começar às nove e meia da noite e as portas abriam às oito. Saímos de casa
por volta das sete e meia, não sabíamos se íamos ter dificuldade em encontrar
lugares bons ou não, por isso, não queríamos chegar muito tarde.
O primeiro plot twist da noite foi o
concerto não ocupar todo o espaço da arena, mas apenas metade. Ficámos bastante
admirados, até porque nem a metade ocupada esgotou (não esteve nem perto de ter
lotação cheia).
O concerto começou com os Mundo Secreto a cantar Chegámos à
Party, que deixou a energia logo lá em cima. Adorei a vibe deles
e deixaram a audiência toda aos gritos, tanto com a primeira música como com a
seguinte, que foi Põe a Mão no Ar, duas
músicas bem conhecidas. Cantaram somente estas duas músicas e depois deixaram o
palco.
De seguida, apareceu a Rita
Pereira para falar um pouco com o público e, de certa forma, apresentar
o que iria acontecer a seguir. Falou um pouco sobre a segunda temporada, a
temporada em que participou, e levou-nos a crer que o concerto iria seguir a
ordem das temporadas (spoiler alert, isso esteve longe de acontecer).
Quando a Rita saiu,
entrou o Berg para cantar comente a música
que era o genérico da primeira temporada, a icónica Morangos
com Açúcar. Foi a única música que cantou.
Seguiu-se a Patrícia
Candoso a cantar a única música que a sua personagem, a Sara, a filha da
diretora Constança (da primeira temporada), cantava. A canção Todo o Teu Tempo nunca foi das minhas preferidas,
nunca gostei muito dela. Foi giro ouvi-la ao vivo, mas achei que a performance
foi muito simples e sem graça. A Patrícia não
teve propriamente presença em palco.
A atuar a seguir foram os Squeeze Theese Pleeze, com Sometimes
a Little Some Time, que eu não me lembrava de ouvir nos Morangos, e ainda Hi,
Hello! (My Name is Joe), que já me lembrava muito bem! Gostei da energia
deles e da presença em palco.
Antes da atuação seguinte, subiram ao palco as
icónicas gémeas, Mariana e Margarida Martinho, para apresentar mais um pouco
do que iria acontecer durante a noite. Gostei bastante da presença delas,
gostava imenso das gémeas nos Morangos!
Com a saída das gémeas do palco, subiu o Cali Flow para cantar a incrível Ao Ritmo do Meu Flow. A audiência vibrou bastante
com a música, mas depois o cantor prosseguiu com uma das suas músicas mais
recentes, Desliza, que, embora tivesse uma vibe bastante
agradável, não tinha propriamente lugar num concerto que deveria ser sobre as
músicas que marcaram a série.
A próxima pessoa a subir ao palco foi a Diana Lucas para cantar a icónica Desculpa lá! O meu irmão até sabia a letra desta
devido às vezes todas que ouvia esta música. Sem dúvida a mais icónica da
temporada seis! Berrei tanto esta canção que até me doía a garganta a seguir.
Os Fingertips subiram
ao palco a seguir e, inicialmente, deixaram-me um pouco confusa, pois não
reconheci a música Cruel Intentions, mas
depois cantaram a Picture of My Own e
percebi logo quem eram. Seria impossível não reconhecer a famosa música do Simão e da Ana Luísa da
segunda temporada. A atuação foi incrível e tiveram imensa presença em palco,
gostei mesmo de os ver.
Agora faço aqui uma pausa para dizer que para
além dos artistas e dos atores que subiram ao palco para apresentar o resto do
espetáculo, havia também quem estivesse nos bastidores a fazer umas mini
entrevistas.
O responsável era o Miguel
Santiago, o ator que fazia o papel do Fábio na sétima temporada.
Honestamente, achei as entrevistas bastante desnecessárias, eram tão curtas que
não acrescentam nada, bem pelo contrário. Serviram para mostrar que eles não
sabiam onde se posicionar, pois apareciam no ecrã metade cortados, e Miguel chegou até a trocar o género de um dos
artistas.
Aproveito este aparte, para fazer outro. Todo o
concerto teve um trabalho de câmaras péssimo. Foi mesmo horrível. Em todas as
atuações, a câmara seguia as pessoas erradas. Por exemplo, quando as gémeas
subiram ao palco, a câmara seguia uma delas e trocava para a seguinte já quando
era a outra a falar novamente.
Mas prosseguindo com o concerto, depois dos Fingertips foi a vez da Dama
Bete subir ao palco para cantar Definição de
Amor com a Diana Lucas. Esta música
também é uma das que gosto imenso e fiquei contente por berrar aquele refrão
incrível!
Como disse anteriormente, estava bastante ansiosa
por ouvir o TT ao vivo e foi aqui que chegou
finalmente a sua vez de brilhar! Subiu ao palco para cantar Faz Acontecer e deixou a arena toda completamente
louca. Cantou ainda um excerto minúsculo de Vem Cá e
depois prosseguiu com Dança Este Som. Adorei
a atuação, foi mesmo fantástica, mas ficou a faltar Vamos
Fazer a Festa, a icónica canção que seguia a Diana
da quinta temporada.
Seguiu-se a Mariiana,
dos novos “Morangos”. Vou ser bastante sincera, não vou perder aqui muito tempo
a falar dela. Qualquer pessoa que tenha vistos os Morangos
antigos sabe que os novos são uma valente porcaria e que não têm nada a
ver. E, infelizmente, não há nada que justifique a presença da Mariiana neste concerto. A prova disso é
precisamente o que ela cantou. Dois excertos de músicas dela e Beautiful Things
do Benson Boone. Sim, leram bem. Ela foi a um concerto dos Morangos com Açúcar cantar Benson Boone.
Prosseguindo com o concerto, foi a vez da
fantástica Diana Monteiro subir ao palco e
cantar A Vida de Espera a solo. Adorei a
atuação dela e a canção é sem sombra de dúvida a minha preferida das Just Girls, tanto que até comecei a chorar. Mas,
para ser sincera, não sei porque é que a cantou a solo. Duas participantes das Just Girls, Ana Maria
Velez e Kiara Timas, não puderam
marcar presença, mas a Helga Posser estava
lá.
De qualquer forma, a Helga
subiu ao palco na música seguinte para cantar O
Jogo Já Começou com a Diana. A
atuação foi estrondosa, mas quando saíram do palco logo a seguir fiquei logo
com a sensação de precisar de mais.
Entre esta atuação e a seguinte, houve um momento
um pouco estranho. Começaram a passar no ecrã o Miguel
Santiago a entrevistar alguém nos bastidores enquanto preparam o palco
para a atuação seguinte. Colocaram uma cadeira e um microfone com suporte.
Perante o que via, disse logo ao meu irmão quem ia cantar a seguir! Enquanto o Miguel ainda estava a fazer a entrevista, já o Luke D’Eça estava a entrar em palco e a deixar a
arena toda aos gritos.
Começou a cantar Só
Tu Podes Alcançar e rapidamente embalei na música. Tinha comentado com o
meu irmão que estava um pouco triste por apenas o vocalista estar presente, pois
na reunião do ano passado, os 4Taste foram
os que mais surpreenderam pela sua energia e presença em palco. Dado isto, imaginem
a minha surpresa quando chega o refrão e aparecem os outros três elementos, David Gama, Francisco
Borges e Nelson Patrão, em palco! Fiquei
completamente maluca com a presença deles e comecei a cantar ainda mais alto. Depois
dessa música incrível, cantaram ainda Desta Vez Eu Não
te Vou Perdoar. Não consigo explicar o que senti ao voltar a ter a
oportunidade de os ver juntos em palco. Só lamento ter sido apenas por duas canções.
Aproximando-se o fim do concerto, passaram no
ecrã uns clipes da série ao som de Querer Voltar.
Embora tenha gostado, confesso que, se era parar comemorar realmente os 20 anos
do Morangos, o momento podia ter sido mais
bem aproveitado se tivesse sido feito um vídeo em memória dos atores que já partiram.
Quando o vídeo acabou, foi a vez do Pedro Teixeira,
o nosso eterno Simão, subir ao palco para
apresentar os DZRT.
Cantaram as icónicas Verão
Azul e Para Mim Tanto me Faz, tendo
no fim da segunda canção chamado todos os artistas ao palco para celebrarem com
eles. A atuação foi, novamente, incrível, mas soube imensamente a pouco.
Embora me tenha divertido imenso enquanto o
concerto durou, a verdade é que, quando chegou o fim, fiquei com uma sensação
de que faltava imensa coisa. Como é que se comemoram 20 anos de uma série que
teve nove temporadas, mas só se tem em consideração as três primeiras? Faltou
ali muita gente, sem dúvida. Não me arrependo de ter marcado presença no
evento, mas não adorei nem foi o que esperava.
Para terminar, aqui fica a habitual fotografia!
Autoria da publicação: Mariana
Fonte das imagens/fotografias e vídeos: Mariana
Revisão: Mariana Chorão


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