Nota: esta publicação contém opiniões pessoais. 



E aqui está mais uma rúbrica que trago para o blogue: vamos falar de música?. Em cada artigo irei dar a minha opinião sobre quatro álbuns de que me apeteça falar. Irei discutir diferentes assuntos, como um bocadinho do seu background, contar-vos sobre as minhas músicas preferidas, dar uma classificação de 0 a 10, entre outros aspetos.

Espero que esta rúbrica seja do vosso agrado tanto quanto é do meu e, sobretudo, que se lembrem de que isto é somente a minha opinião.

Vamos lá, então, falar de música!

 

thank u, next – Ariana Grande     

Este é o quinto álbum de estúdio da cantora, lançado em 2019, e confesso que o meu preferido. É composto por doze canções e três delas foram singles: thank u, next; 7 rings; break up with your girfrield, i’m bored. As outras canções do álbum são: imagine; needy; NASA; bloodline; fake smile; bad idea; make up; ghostin; in my head.

O álbum foi escrito enquanto a cantora estava a fazer terapia e a sofrer de perturbação de stress pós-traumático (PTSD) após o bombardeamento de Manchester. Para além disto, a cantora estava também a passar pelo término da relação com Pete Davidson e ainda a fazer o luto do ex-namorado Mac Miller. A Ariana disse numa entrevista que para além de estar a fazer bastante terapia, a música também ajudou bastante à sua recuperação.

Para ser sincera, este não só é o meu álbum preferido da Ari, mas também é dos meus álbuns preferidos de sempre. Lembro-me de quando saiu o videoclipe de thank u, next e fiquei maluca com todas as referências que a Ariana conseguiu fazer. A mais icónica para mim foi obviamente Mean Girls, ter a Ari a escrever no Burn Book sobre os seus exs foi lendário! As referências a Legally Blond, Bring it on e 13 going on 30 também não ficaram nada atrás. E nem vou mencionar toda a gente que ela conseguiu que participasse no vídeo.

Os singles seguintes conseguiram deixar-me igualmente de boca aberta. Lembro-me como se fosse ontem do escândalo que foi 7 rings, com toda a conversa de plágio da música My Favorite Things, do filme “Música no Coração”. Já break up with your girfrield, i’m bored foi do mais icónico que a Ariana podia ter feito. Ao ouvir apenas a música, toda a gente comentava sobre a audácia dela em escrever algo daquele género, mas, com o vídeo, muita coisa ficou explicada.

Muitas das músicas abordam uma temática que considero bastante importante: needy fala de inseguranças; NASA de precisar de espaço para nós próprios; imagine fala da importância de aceitarmos que certas coisas já estão fora do nosso alcance, por muito que ainda pensemos nelas; fake smile é sobre o cansaço constante de fingirmos estar bem e de como é bom abraçar o que realmente sentimos; ghostin é sobre estar numa relação quando queremos estar com outra pessoa.

Apesar de as músicas mencionadas no parágrafo acima serem de caris mais triste e melancólico, o álbum tem também canções mais atrevidas como bloodline e bad idea, que são, sem dúvida das minhas preferidas (ainda que não vos consiga dizer qual é a minha música preferida deste álbum). in my head é a música com os vocais mais insanos do álbum, a voz da Ariana é algo que não deixa de me fascinar.

Para mim, é raro o álbum que tem tão poucas músicas a que dou skip. Mesmo quando adoro o álbum, há sempre algumas músicas de que não gosto tanto e que acabo por passar à frente. Neste, essa música é make up. É a única de que não consigo gostar propriamente e, por isso, dou-lhe uma classificação de 6/10. Tirando esta, todas as outras são 10/10, o que dá uma classificação final de 9,6/10 ao álbum.



Viva La Vida or Death and all His Friends – Coldplay    

O quarto álbum de estúdio da banda britânica foi lançado em 2008 e é composto por dez músicas: Life in Technicolor; Cemeteries of London; Lost!; 42; Lovers in Japan; Yes; Viva La Vida; Violet Hill; Strawberry Swing; Death and all his Friends. O álbum contou com quatro singles, sendo o mais icónico Viva La Vida, que é também a minha música preferida do álbum. O álbum ganhou ainda três Grammys em 2009.

A capa do álbum corresponde à pintura do francês Eugène Delacroix, datada de 1830, chamada Liberty Leading the People, sendo que o álbum tem muita inspiração na Revolução Francesa. Já parte do nome do álbum e ainda o nome do famoso single, Viva La Vida, foi inspirado na pintura de Frida Kahlo, com o mesmo nome.

As minhas músicas preferidas, para além da já mencionada, são Lost!, 42, Violet Hill, Strawberry Swing e Death and All His Friends. As que menos gosto são Yes e Lovers in Japan, a que dou uma classificação de 6/10 a ambas.

Já tive o prazer de ver a banda duas vezes ao vivo e o impacto que deixa em nós é surreal. A minha classificação final é de 8,4/10.

 

Curiosidade: A banda lançou ainda um EP chamado Viva La Vida (Prospekt’s March) com músicas extra e versões diferentes de algumas das músicas já lançadas, em que a minha preferida é Life in Technicolor ii.



Sour – Olivia Rodrigo  

O álbum de estreia da cantora, lançado em 2021, que deu à artista três Grammys e que se tornou no álbum feminino mais reproduzido no Spotify, conta com onze canções incríveis, sendo cinco delas singles: drivers license; deja vu; good 4 u; traitor; brutal.

Lembro-me de ficar logo viciada em drivers license e de ver o videoclipe várias vezes no canal da MTV. A música ficou-me rapidamente na cabeça e agora não a consigo ouvir sem ter vontade de berrar a letra!

Acho que este foi o primeiro álbum de estreia de que gostei tanto. Nenhum outro artista tem um que eu ouça e diga «este álbum é realmente fantástico». Claro que podem existir álbuns em que adore imensas músicas, mas este é, simplesmente, excelente.

As músicas que para mim são 10/10, para além da óbvia drivers license, são: traitor; deja vu; good 4 u; jealousy, jealousy; favorite crime. São canções que consigo ouvir sem parar e não me farto, adoro a vibe adolescente que têm sem serem pirosas ou cringe. Gosto imenso de toda a emoção que a Olivia mete nas músicas, faz-nos sentir exatamente o mesmo que ela.

A música que menos gosto é hope ur ok, que por algum motivo nunca chamou por mim e é a única a que dou skip. Esta leva uma classificação de 6/10.

Também já tive o prazer de ouvir a artistas duas vezes ao vivo e a sua energia é incomparável. O álbum leva uma classificação final de 9/10.



Folklore – Taylor Swift   

O vencedor do prémio «álbum do ano» nos Grammys de 2021 é o oitavo da cantora e contou com os seguintes singles: cardigan; exile; betty. Lançado em 2020, durante a pandemia, o álbum contou ainda com mais 13 canções: the 1; the last great american dynasty; my tears ricochet; mirrorball; seven; august; this is me trying; illicit affairs; invisible string; mad woman; epiphany; peace; hoax.

O álbum é dos meu preferidos da cantora, logo a seguir a Reputation e Midnights. Gosto imenso da história da Betty, do James e da August, contada nas músicas cardigan, betty e august. Existe também uma narrativa, criada pelos fãs e não oficial, em que outras músicas fazem parte da história das personagens: exile (sobre a Betty e o James) e illicit affairs (sobre a August).

Para quem não sabe, a história da Betty, do James e da August mencionada acima é a seguinte: a Betty e o James estavam juntos até que apareceu uma rapariga nova, a August. A relação começou a azedar e o James acabou por ter um caso com a August, fazendo com que esta se apaixonasse. O James arrepende-se e tenta pedir perdão a Betty, embora ela já estivesse à espera de que aquilo acontecesse. A August fica ainda de coração partido por ter perdido algo que nunca foi seu.

As minhas músicas preferidas são the 1, cardigan, exile, my tears ricochet, august, illicit affairs, mad woman e betty. Na minha opinião, estas músicas são perfeitas, sem qualquer defeito e 10/10! Existe ainda uma menção honrosa, this is me trying, que embora não seja das minhas preferidas, gosto bastante e dou uma classificação de 7/10.

No entanto, as outras músicas são um skip para mim. Tentei dar-lhes uma oportunidade, mas, por algum motivo, não consigo propriamente gostar delas. Principalmente a famosa mirrorball, a que dou a pior classificação do álbum (2/10).

O álbum teve ainda direito a um documentário onde a cantora explica cada uma das canções, os seus significados e inspirações. Está disponível para ver na Disney +.

Tive a sorte de conseguir ir a um dos concertos da The Eras Tour e a parte do Folklore surpreendeu-me imenso.

Assim, o álbum tem, para mim, uma classificação final de 7,3/10.

 

Curiosidade: a cantora lançou uma música extra chamada the lakes e de que também não gostei muito.



Chega, assim, ao fim a primeira parte desta rúbrica. Acompanhem o blogue para mais opiniões sobre álbuns!


Autoria da publicação: Mariana

Fonte das imagens/fotografias e vídeos: Pinterest e Google

 Revisão: Mariana Chorão