Se já venho um bocadinho tarde para esta review? Sim, mas se é um livro que pertence ao Universo de Off-campus, podem ter a certeza de que, mais tarde ou mais cedo, venho aqui escrever.
Pessoalmente, já tinha gostado imenso de The Graham Effect, contudo, depois de ter saído The Dixon Rule, deparei-me com imensos comentários a falarem sobre como a Elle se tinha superado na escrita deste. Óbvio que fiquei logo com mais entusiasmo em lê-lo, mas foi nesse momento que também me apercebi de que tinha de fazer uma pausa nos romances de hóquei, não por só andar a lê-los, mas, aos poucos, sentia que já não despertavam em mim as emoções que antes despertavam devido ao hábito com que os lia. Estava a começar a torná-los num momento de leitura banal e não queria isso, então dei uma pausa enorme de tudo o que era romances de hóquei até agora. E, sinceramente, ainda bem que o fiz!
Quem não ama um romance que começa com um bom picanço não é? Em The Dixon Rule temos a Diana e o Shane, duas personagens que já se picaram e implicavam uma com a outra desde The Graham Effect. Shane tem a fama de um fuckboy autêntico e do piorio, já a Diana é uma cheerleader sem papas na língua. Enquanto Diana tenta empurrar o seu ex-namorado para o fundo das suas memórias, Shane tem ainda esperança de reatar com a sua ex-namorada. O que de mal poderia acontecer se estas personagens se tornassem vizinhas dentro do mesmo condomínio?
Ao início, Diana impôs-se por todo o lado no que toca ao Shane, não o deixava estar no grupo do condomínio, chegou até a tornar o ambiente um pouco hostil na esperança de que o riquinho e mimado do fuckboy decidisse ir embora.
Tudo começa a mudar quando, aos poucos, no meio de uma competição interna de quem consegue enervar e perturbar mais o outro, começam a conhecer-se e a tornarem-se aliados improváveis.
Embora estejam sempre às turras e pareça que não se suportam, acabam por chegar a um entendimento improvável: fingir que são um casal para afastar o ex que teima em aparecer e fazer ciúmes à ex que parece ter seguido em frente sem se preocupar com quem magoava. O plano, ao início, parecia simples, pelo menos até ao Shane propor um ajuste no acordo: e se, além de fingirem, aproveitassem para se divertirem um pouco juntos, sem compromissos?
Já sabia que ia gostar mais deste, mas o que eu não sabia era dos temas que estavam envolvidos neste livro. Nem acredito que a Elle Kennedy voltou a trazer o sentimento de luto e, muito menos, esperava ler a violência que li. Não foi escrito de uma forma demasiado pesada, existem autores que o fazem mais, mas estes assuntos, na minha opinião, nunca são escritos de forma leve e têm sempre impacto em nós.
Adorei a evolução das personagens, tanto individualmente, como a nível de amizade até chegarem a ser um verdadeiro casal. Adorei a combinação das personalidades da Diana e do Shane, para mim eles colidiram juntos como a gasolina e o fogo fazem. Tão diferentes, mas tão parecidos, são força juntos e o livro só foi ganhando intensidade (ao invés de a perder) à medida que as páginas foram lidas.
Outro ponto de que gostei imenso no livro, foi o Will e a Diana terem se tornado amigos, o que nos fez ter um olhinho na “amizade” que existe entre o Will e o Beckett, foi um preparo incrível para nos dar vontade de começar The Charlie Method.
Se The Graham Effect vos desiludi um bocado, o meu conselho é darem uma oportunidade a The Dixon Rule.
Autoria: Carina
Autoria das fotos: Pinterest
Revisão: Mariana Chorão
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