Este artigo estará dividido por volumes e é somente a minha opinião sobre cada livro, individualmente e ainda sobre a série em geral.

Caso não tenham lido os livros em questão, alerto-vos que este artigo terá spoilers que podem estragar a vossa leitura.

 

Nota: estes livros têm diversos gatilhos e não são indicados a menores de 18 anos.



Conclave

Esta é a primeira “novela” da série “Devil’s Night”.

Conclave” não se foca em nenhum casal em específico, sendo que todas as personagens aparecem com a exceção do Will, que está desaparecido. No entanto, o livro é narrado pelo Damon e pela Rika.  

Lembro-me de ler este livro e chegar ao fim com a sensação de ele ser desnecessário. Ainda que tenha gostado bastante, pois adoro estas personagens e é sempre bom ler mais um pouquinho sobre elas, a verdade é que no momento em que é suposto lermos o livro ele não nos acrescenta grande coisa. No entanto, após a leitura de Nightfall tudo faz muito mais sentido!

Adorei que o Misha e a Ryen aparecessem neste livro, foi ótimo voltar a ler sobre eles depois de Punk 57. Adorei a preocupação do Misha para com o primo e a vontade que tem de o procurar. A relação deles é algo que gostava que tivesse sido mais explorada ao longo da série. Já a Ryen, acho que foi um pouco desnecessária, sendo que só lá estava a ocupar espaço, era apenas a companhia do Misha.  

Fiquei triste pela descoberta sobre a Rika, mas odiei ler o quanto ela adiou contar ao Michael e que até outras personagens tivessem descoberto antes dele. Também não gostei do facto de ter tomado decisões importantes sem o consultar. O Michael sempre a tratou como uma igual e aqui percebemos que o sentimento não é mútuo.

Também adorei que finalmente pudéssemos ter algumas informações sobre a Alex, pois ainda que ela não seja uma das principais, é sem dúvida uma personagem importante para a história. É das minhas personagens femininas preferidas e gostava realmente que a conhecêssemos melhor.  

Dei uma classificação de quatro estrelas.

 


 

Nightfall

Este é o quarto e último volume da série e mais focado nas personagens Will e Emory. Vou já avisar que este foi, sem dúvida, o meu preferido de todos! Esperei bastante tempo pelo livro do Will e não desiludiu!

Nos livros anteriores, o Will é considerado o mais “desnecessário” e o mais “inútil” dos quatro. E nós podemos ver como isso o afeta ao longo do livro, tendo em conta que ele foi para a Blackchurch para provar o seu valor e para crescer enquanto pessoa. A sua evolução é bastante visível, principalmente devido a ter deixado as substâncias que o prejudicavam.  

Gostei bastante a evolução da relação do Will e da Emory, de como o Will se apaixonou primeiro e de como a Emory estava reticente ao início. Adorei ver como eram amigos e do quanto precisavam um do outro. Foi dolorosa a revelação da Emory, mas isso acabou por tornar a relação deles mais forte. A forma como o Will usava a sua personalidade de Golden Retriever para animar a Emory ou até mesmo para apenas lhe provocar um sorriso é o meu Roman Empire!

Adorei ver mais da amizade do Damon e do Will, que são a minha dupla preferida. Ver tudo o que eles enfrentam juntos e o quanto se apoiam. Estão lá um para o outro, venha o que vier, e partilham uma conexão única. Posso até dizer que têm uma relação muito especial!!  

A ligação do Damon com a Emory foi, no mínimo, surpreendente. Na linha temporal do presente, sabemos que o Damon não é tão mau como faz parecer, mas no passado não era bem assim. Achei muito especial a forma como eles se conectaram devido a ambos terem passado por uma experiência traumática que apenas eles entendem.  

A grande descoberta de como a Emory influenciou a ida do Kai e do Will para a prisão e como isso a afetou e aos rapazes foi sem dúvida dos maiores plot twists da série. Descobrimos também que o motivo que os levou a serem presos não foi o que pensávamos que tinha sido.  

Apesar de ter adorado todo o livro, confesso que achei algo ridículo ter ido o grupo inteiro salvar o Will da Blackchurch. Era mesmo necessário irem seis pessoa socorrê-lo? Incluindo uma grávida?! Sei que são todos muito amigos, mas não têm noção nenhuma. Essa quantidade de gente era mais provável de tornar a situação mais difícil do que propriamente torná-la mais fácil.

Também não gostei de descobrir que o Aiden é a pessoa que magoou a Alex e que mesmo assim ela voltou para ele. Acho que ela merecia muito melhor e que eles nem têm química. Gostava que o passado dela tivesse sido mais bem explorado, ainda que fosse com o Aiden.  

O epílogo com o salto temporal enorme, ainda que inesperado, foi super bem-vindo! Adorei ler aquele bocadinho com as crianças. E a ligação do Damon ao Misha? Completamente inesperado, mas adorei!

Dei uma classificação de cinco estrelas.

 


 

Fire Night

Fire Night” é a segunda e última “novela” da série. Este livro também não se foca em nenhum casal em específico, mas sim em todos, incluído os seus filhos. O livro é narrado pelos quatro Horseman.

Este livro é simplesmente incrível. Adorei todo o enredo misterioso e a possibilidade de conhecer os filhos destas personagens maravilhosas. Aqui conhecemos Madden e Jett, os filhos de Kai e Banks; Athos e Aaron, os filhos de Michael e Rika; Ivarson, Gunnar, Fane, Dag e Octavia, os filhos de Damon e Winter; e, por fim, Indie, Finn e William, os filhos de Will e Emory.

Era bastante previsível que o Damon iria ter uma grande família, mas cinco filhos? Quase consigo imaginar o desespero dele por não ter um minuto de sossego! Adorei principalmente a relação dele com a Octavia, a sua única filha, e a sua insegurança quanto a ser um bom pai. A forma como a Winter estava lá para o reconfortar e assegurar deixou-me de coração quentinho.

Adorei todo o mistério em torno do Madden, o filho mais velho de Kai e Banks, e da sua paixoneta pela sua prima Octavia. Fiquei com o coração nas mãos depois de ler o que lhes aconteceu. Fiquei também bastante intrigada sobre como o Madden foi capaz de lidar com a situação, afinal, ele é apenas uma criança.

O fim do livro fica em aberto, como não podia deixar de ser, na fictícia cidade de Thunder Bay, embora a autora já tenha dito (e relembrado ao longo dos anos) que não pretende escrever mais nenhum livro desta série.

Ainda não consigo acreditar que “Devil’s Night” tenha chegado ao fim. Custa saber que não voltarei a ler mais nada sobre estas personagens maravilhosas, nem sobre os seus filhos.

Dei uma classificação de cinco estrelas.

 


 

Livro Bónus!!

Para quem não sabe, o livro standalone Punk 57 faz parte deste universo incrível de Devil’s Night. Como? É simples! O Misha, o protagonista do livro, é primo do Will Grayson III. Por isso, como não podia deixar passar, aqui fica a minha opinião sobre este livro bónus!

 

Punk 57

Comecei a ler este livro com alguma relutância, pois a sinopse é bastante vaga e não descreve muito bem o conteúdo do livro. Dá a entender que são apenas dois amigos que escrevem cartas um ao outro e que nunca se conheceram pessoalmente. O livro é muito mais do que isso.  

A autora recomenda a leitura deste livro após Corrupt, o primeiro livro da série Devil’s Night. A série e este standalone não estão super conectados, mas existe uma cena em específico que será mais percetível para os leitores após a leitura de Corrupt. No entanto, este livro pode ser lido também apenas no fim de Devil’s Night como um complemento.

Este livro é tão viciante que era difícil pousá-lo. Assim que começamos a ler ficamos presos a todo o enredo e até mesmo às personagens. Ao início, foi difícil de gostar da Ryen. Ela é aquele tipo de pessoa que finge ser alguém quando está rodeada por terceiros devido à sua necessidade de ser adorada. Essa sua personalidade fingida era odiosa, mas quando lia cenas em que ela era a verdadeira Ryen, comecei a adorá-la.

Quanto ao Misha, não existem palavras suficientes para o descrever. É aquele tipo de personagem que nos faz ficar apaixonados logo no início. Partiu-me o coração saber aquilo por que ele passou e o quanto estava a sofrer. Adorei ver a forma como acaba por dar a volta à situação e encontra uma forma de voltar a ser quem era. No entanto, gostava que o Will, o primo do Misha, estivesse estado lá para ele.

Acho que o Misha e a Ryen fazem um ótimo casal e adorei o facto de se motivarem um ao outro para correrem atrás dos seus sonhos e para ser a melhor versão deles próprios.  

Uma das coisas de que mais gostei neste livro foram as aparições das personagens de Devil’s Night. Foi bom rever as personagens ainda que só por um bocadinho. A forma como as personagens apareceram também foi super icónica! E a carrinha do Misha ser do Will? Adorei!

Dei uma classificação de cinco estrelas.

 


 

Ordem de leitura recomendada:

1.     Corrupt

2.     Punk 57

3.     Hideaway

4.     Kill Swicth

5.     Conclave

6.     Nightfall

7.     Fire Night

 

Relembro apenas que esta é a minha opinião sobre os últimos livros de Devil’s Night e, apesar de eu ter adorado completamente esta série, vocês podem ter uma opinião completamente diferente.



Autoria da publicação: Mariana

Fonte das imagens/fotografias e vídeos: Pinterest e Mariana

 Revisão: Mariana Chorão