Nota: esta publicação contém opiniões pessoais. 

Parecia que ia ser uma segunda-feira normal, mas de normal não teve nada! Por volta do meio-dia foi anunciado que o Post Malone vinha outra vez a Portugal. Obviamente, fui logo encher o meu irmão de mensagens porque não ia perder esta oportunidade (não depois de o ter perdido no Rock in Rio). Posto isto, fiquei quase quarenta minutos numa grande ânsia porque queria saber se ia ou não e o meu irmão, claro, nunca mais me respondia.

Curiosidade: isto aconteceu no dia em que houve um terramoto em Lisboa, então o meu coração já não aguentava mesmo mais surpresas!

O meu irmão não estava nada entusiasmado com a ideia de irmos ao concerto, mas lá se resignou e, quando chegou o dia, fiquei novamente eu responsável por comprar os bilhetes. Tendo em conta que este tipo de coisa me dá bastante ansiedade, a verdade é que noutros concertos tivemos bastante sorte com os bilhetes que consegui arranjar. A sorte acabou neste.

Comprei os bilhetes para o Topo Norte Geral a pensar que eram os mais baratos e os que devíamos comprar. Só depois percebi que eram lugares de pé e que havia bilhetes apenas ligeiramente mais caros e sentados. Durante o tempo de espera até ao concerto, fiquei a sentir-me mal por não ter arranjado bilhetes decentes, mas pelo menos íamos ao concerto!

Com o aproximar da data do concerto, soube que a Carina e um amigo dela também tinham acabado por comprar bilhetes e, embora não fossem para a mesma zona que nós, combinámos ir todos juntos.

O amigo dela deu-nos boleia e deixámos o carro a uns quinze minutos a pé do estádio. Ao chegarmos fomos até à banca da merch, sabem que gosto sempre de dar uma espreitadela para ver se há alguma t-shirt que queira comprar. Não achei nenhuma gira, por isso, acabei por poupar dinheiro e não comprar nenhuma.

Para entrarmos no recinto, eu e o meu irmão tivemos de voltar a subir, pois a banca não era dentro do recinto (a que havia lá dentro era na zona da plateia em pé), o que foi bastante chato. No entanto, entrámos bastante rápido, a fila estava sempre a andar e fomos rapidamente revistados pelos seguranças.

Como referi em cima, eu achava realmente que os bilhetes que tinha comprado eram maus. No entanto, quando entrámos, percebi que não era bem assim. As bancadas do estádio são constituídas por uma espécie de muros que têm os conhecidos bancos de plástico. Como as duas últimas filas da parte central eram apenas o tal muro, sentámo-nos lá com vista bem centrada para o palco (a vista para o rio Tejo foi um excelente bónus). Deixo-vos aqui uma fotografia para terem noção da nossa visibilidade.

 


Uma das coisas que me deixou bastante espantada foram as casas de banho. Como podem ver pela imagem em cima, as casas de banho eram portáteis e tinham lá perto sítio para lavar as mãos. Achei isto horrível, principalmente as casas de banho do relvado (também havia lá em cima no nosso setor), pois deve ser super desconfortável ir à casa de banho com um estádio inteiro a saber! As filas eram enormes e um pouco demoradas e, de acordo com o meu irmão e com a Carina (eu não tive necessidade de as usar), eram absolutamente nojentas.

Esperámos durante uma hora pela atuação de abertura. Não conhecia o Jelly Roll, mas fiquei realmente impressionada. O concerto começou à hora prevista, nem um minuto antes nem depois. Gostei bastante da energia dele, ainda que o público não interagisse assim tanto.

Não conhecia nenhuma das músicas dele, mas cantou vários covers que adorei. O primeiro foi Take me Home, Country Roads, que foi uma boa surpresa. O que mais gostei, e me surpreendeu, foi Wake me Up do Avicii, a energia mudou logo no estádio. Quase fiquei em lágrimas, mas consegui conter-me. Outros covers foram Flowers da Miley Cyrus, Young, Wild and Free do Snoop Dogg e Wiz Khalifa feat Bruno Mars, How you Remind me dos Nickelback e Let it be dos The Beatles. Este foi, sinceramente, o melhor concerto de abertura que já vi até agora.

Ao acabar a atuação do Jelly Roll, esperámos cerca de meia hora até começar a atuação do Post.

Ao perceber que os nossos lugares eram, na verdade, incríveis e com a performance do Jelly Roll, de repente, as minhas expetativas estavam ao rubro. Antes de mais, deixo-vos aqui a setlist:

1.     Texas Tea

2.     Wow

3.     Better Now

4.     Wrong Ones

5.     Go Flex

6.     Hollywood’s Bleeding

7.     I fall Apart

8.     Losers feat Jelly Roll

9.     Goodbyes

10.  What Don’t Belong to me

11.  I Ain’t Coming Back

12.  Feeling Whitney

13.  Stay

14.  Circles

15.  White Iverson

16.  Psycho

17.  Pour me a Drink

18.  Dead at the Honky Tonk

19.  Rockstar

20.  I Had Some Help

21.  Sunflower

22.  Congratulations

 

A setlist deixou-me bastante contente, sendo que cantou todos os seus êxitos. Ao início, pensei que teria mais músicas do novo álbum, mas achei um bom equilíbrio.

Não conhecia a música de abertura, mas achei uma boa escolha. Adorei o Post a entrar com as suas dancinhas! Por momentos, pensei que ia acontecer como no concerto dos Imagine Dragons, em que as pessoas estavam meio a dormir durante a primeira música, mas que na segunda já se iam mexer, levantar, cantar, mas não. Foi pior. Muita gente ficou sentada, sem se mexer minimamente. Foi um pouco desconcertante, para ser sincera, mas continuei a divertir-me e a dar cabo da minha garganta com a quantidade de berros que dei.

Adorei a energia que a canção Better Now trouxe ao estádio, ainda que Wow tenha arrebitado um pouco a plateia, a energia ficou completamente diferente. Better Now é uma das músicas mais famosas do cantor e, sendo também das mais fáceis de memorizar e cantar, a multidão ficou facilmente ao rubro.

Outro aspeto que adorei foi o palco. Em formato de autoestrada, com um cowboy e uma cowgirl em néon em cada ponta, o sinal “Posty Co” no topo. Achei que estava tudo a combinar na perfeição. Os visuals também estavam incríveis. Eram as típicas paisagens que vemos nos filmes americanos quando as personagens vão numa road trip. Achei que assentavam muito bem com as cores escolhidas e com cada música. 

Certas músicas surpreenderam-me imenso, claro que música ao vivo tem sempre uma dinâmica diferente, a performance muda, o ambiente, mas não esperava ficar tão fascinada como fiquei. As que mais gostei de ouvir foram as seguintes: Go Flex; Hollywood’s Bleeding; I fall Apart; Goodbyes; Feeling Whitney; Circles; White Iverson; Rockstar; Sunflower.

Gostei bastante da dinâmica do Posty com o Jelly Roll durante a performance de Losers. No final da canção, o Jelly fartou-se de dizer ao Posty que o ama e ainda conseguiu meter todo o Estádio do Restelo a dizer o mesmo. Achei imensa piada ver o Jelly a correr para sair do palco e a gritar uma última vez “I love you, Posty!”.

Todos sabemos que o Post é conhecido por beber cerveja e fumar durante o concerto, o próprio já disse que o faz de forma a abafar os nervos. Embora seja algo que não apoio propriamente, aceito. Ele é crescidinho e quem sou eu para dizer o que ele deve ou não fazer. No entanto, não gostei mesmo nada que durante a música Pour me a Drink ele tenha, literalmente, ido dar cerveja à plateia. Para mim, isso é um grande não. Ele que beba em palco à vontade, mas incentivar o consumo de álcool, não.

Apesar de ter considerado que a audiência foi a pior que já vi em concerto, em contrapartida, este foi o show (dos que vi) que mais usou efeitos especiais. Várias vezes foi usado fogo de artificio, uma quantidade absurda de fogo (que cheguei mesmo a considerar perigoso), faíscas e fumo.

Surpreendeu-me imenso que ele falasse tanto connosco, ainda que não dissesse grande coisa! Contou-nos que estava doente, que estava feliz de voltar a Portugal, tudo dito sempre com imensas asneiras à mistura! Adorei o seu bom humor e o seu grande sorriso.

Acho que a música que mais gostei de ouvir ao vivo, inesperadamente, foi Rockstar. Senti a energia do público a ficar ao rubro de forma diferente, a vibe do Post a combinar com os visuals criou um ambiente simplesmente único. No entanto, acho que a performance que mais me surpreendeu foi a de I Fall Apart. Não esperava a quantidade de emoção que o Posty passou. Foi surreal de tão lindo que o momento foi.



Antes de iniciar a música Stay, o Post convidou um fã a subir ao palco e a tocar a música na guitarra para o acompanhar. Ainda que tenha sido um momento muito bonito e até engraçado, fiquei um pouco desiludida por não ser um fã português. Não me interpretem mal porque fico realmente contente pelo rapaz, mas houve mais de vinte concertos nos Estados Unidos e apenas um em Portugal.

De forma geral, super adorei o concerto, mas houve duas canções com que fiquei um pouco desiludida: Psycho e Congratulations, por não terem tido a parte do Ty Dolla $ign e do Quavo, respetivamente. Em Psycho, principalmente, estava mais do que preparada para começar a berrar a parte do Ty Dolla $ign. Quanto a Congratulations, sendo a música de encerramento, sabia que havia a probabilidade de acontecer algo diferente, mas acho que a canção acabou muito abruptamente. O Posty fez um discurso, que me deixou a lacrimejar, sobre seguirmos os nossos sonhos e não deixarmos que as pessoas nos digam que não os conseguiremos alcançar. Prosseguiu com a música e depois parou devido aos fogos de artificio. De repente, quando dei por isso, ele estava a sair do Palco B e a passar pelo meio dos fãs, a tirar fotografias, dar autógrafos. Pensei que ao chegar ao palco ainda cantasse mais um pouco, mas não foi o que aconteceu.



Agora aguardo de coração cheio pela próxima vinda do Post a Portugal! Não volto a perder um concerto deste homem!

Não chegámos a tirar uma fotografia de grupo com a Carina e o amigo dela, por isso aqui fica a típica selfie com o meu parceiro de concertos!


 Autoria da publicação: Mariana

Fonte das imagens/fotografias e vídeos: Mariana

 Revisão: Mariana Chorão