Este
artigo estará dividido por volumes e é somente a minha opinião sobre cada livro,
individualmente e ainda sobre a série em geral.
Caso
não tenham lido os livros em questão, alerto-vos que este artigo terá spoilers
que podem estragar a vossa leitura.
Nota:
estes livros têm diversos gatilhos e não são indicados a menores de 18 anos.
Corrupt
Este
é o primeiro livro da tão famosa série de Dark Romance. O livro é focado
nas personagens Michael Crist e Erika Fane.
Corrupt foi o primeiro livro que li deste género e
deixou-me bastante impressionada. O enredo é cativante, as personagens são
incríveis e todo o mundo criado pela autora é, simplesmente, fascinante.
Acho
que este é, sem dúvida, um daqueles livros em que as personagens secundárias se
destacam imenso. Apesar de gostar muito do Michael e
da Rika, não estão nem perto de ser das
minhas personagens favoritas.
O
livro tem cenas bastante pesadas, típicas do género, que nos fazem logo odiar
certas personagens. No entanto, com tantos plot twists, também
conseguimos perceber que, ainda que certas coisas não tenham desculpa, têm uma
razão de ser. Apesar dos temas bastantes pesados e dos capítulos grandes, a
escrita da autora faz com que a leitura seja rápida e envolvente.
A
meu ver, duas personagens que se destacam imenso ao longo da história são a Alex e o Damon.
A Alex é, pura e simplesmente, uma diva que
eu adorava que tivesse um livro próprio para a conhecermos melhor. Já o Damon é um vilão com várias camadas e cuja
evolução é enorme ao longo da série.
Nos
quatro livros da série, a ação está dividida em dois pontos de vista e em duas
linhas temporais, o passado (há três anos) e o presente. Há medida que vamos
lendo, só queremos saber o que raio fez a Rika há
três anos para desencadear toda a ação da série, pois esse acontecimento fez
com que o Michael e os seus melhores amigos Kai, Damon e Will procurem vingança. Ao longo do livro somos
levados a crer que os rapazes foram presos por um motivo até que chega a grande
reviravolta.
A
Rika e o Michael
formam um casal bastante tóxico. A forma como ela o perdoa por tudo num
piscar de olhos é, no mínimo, enervante. Ainda assim, é o típico casal que,
apesar de não ser saudável, continuamos a querer ver juntos.
Dei
uma classificação de quatro estrelas.
Hideaway
Passando
ao segundo volume da série, este é focado nas personagens Kai Mori e
Nikova
Banks.
Ao
contrário do primeiro livro, senti que em Hideaway conseguimos
conhecer muito melhor as personagens, não só as principais. Para além do Kai e
da Banks,
também o Damon tem um grande destaque e confesso que conhecer a sua história
e o seu passado me partiu o coração.
Adorei
os capítulos narrados pelo Kai, mas os da Banks deixavam-me sempre
a querer mais. Ver como funcionava a relação dela com o Damon e a forma
como ele tentava dar-lhe o seu amor (mesmo não tendo a menor ideia de como o
fazer devido ao que passou) deixou-me cheia de esperança de que eles
arranjassem forma de superar tudo o que aconteceu.
A
evolução da relação do Kai e da Banks também me deixou de coração
apertadinho. A forma como os dois se conheceram foi icónica e acho que não há
necessidade de relembrar a cena da igreja.
O
Kai deixou-me
bastante intrigada durante o primeiro volume e poder perceber melhor aquilo por
que ele passou enquanto esteve preso despedaçou-me o coração. Dos quatro
rapazes, o Kai é sem dúvida o mais controlado e focado. A forma como
abriu o seu coração à Banks e deixou que ela o conhecesse foi a cereja no
topo do bolo.
É
de partir o coração a situação em que a Banks se encontra durante a maior parte
da sua vida. Sempre dividida entre o que deve ao Damon e o que sente pelo Kai.
Embora o Kai e a Banks comecem por ter uma relação forçada, formam
sem dúvida um ótimo casal (o meu preferido dos quatro).
Também gostei
bastante de como a Alex fez algumas aparições icónicas neste volume,
especialmente as partes em que tentou criar uma amizade com a Banks,
a cena do centro comercial e também a do Sensou foram as minhas preferidas.
E
falando no Sensou, não podíamos esquecer a icónica cena com a Rika:
“in both ends, I hear”. Acho que nunca uma fala me deixou tão em choque quanto
essa! E ainda nos deu direito à famosa cena da festa do pijama na casa do Kai.
Dei
uma classificação de cinco estrelas.
Kill Switch
Chegamos
então ao terceiro volume da série, que é focado nas personagens Damon Torrance e
Winter
Ahsby.
Este
era o livro pela qual estava mais ansiosa. O Damon é
aquela típica personagem perturbada e com um passado obscuro. Como tal, todos
nós leitores queremos saber o que se passou com ele (mesmo já tendo tido uma
amostra nos livros anteriores).
Adorei
descobrir como o Damon e a Winter se
conheceram quando ainda eram crianças e como o sucedido ficou marcado por um
acidente trágico. Este foi o primeiro livro que li com uma protagonista cega e
adorei a forma como são usados todos os seus outros sentidos e como o Damon os
aproveita para mostrar partes do mundo que a Winter nunca
tinha experienciado. Adorei ler a parte em que o Damon deixou
a Winter conduzir o seu carro!
Embora
seja controversa a forma como tudo se passou entre os protagonistas, não deixo
de ter a opinião de que se as coisas se tivessem passado de outra forma, a Winter nunca
teria permitido que a situação evoluísse.
Gostei
imenso da evolução do Damon, de como deixou de ser uma personagem tão
vingativa e de ter permitido que as pessoas se aproximassem dele. Ainda que
tenha sido por causa da Winter que o Damon foi
preso durante três anos, adorei que eles ultrapassassem o que aconteceu e se
perdoassem mutuamente.
A
Winter foi
uma personagem que me surpreendeu bastante. Não estava à espera de gostar tanto
dela como gostei. Tenho bastante pena da família horrível que ela tem, mas
gostei que ela encontrasse forma de perdoar o Damon e
de ter a sua própria família.
Neste
livro há também um enorme plot twist onde se descobre a verdade sobre a
conexão que a Rika e o Damon têm. Foi completamente inesperado, mas,
infelizmente, a forma como tudo aconteceu faz bastante sentido. No entanto,
também me deixa bastante revoltada saber que a história do Damon podia
ter sido completamente diferente, que ele podia ter crescido noutro ambiente.
De qualquer forma, não podia ter ficado mais feliz depois de ler o que
aconteceu ao Gabriel (esperei por aquele momento desde o
segundo livro).
Dei
uma classificação de quatro estrelas e meia.
Numa
próxima publicação irei partilhar com vocês a minha opinião sobre o último volume
e ainda sobre as duas novellas. Relembro apenas que esta é a minha
opinião sobre os três primeiros livros da série e, apesar de eu ter adorado,
vocês podem ter uma opinião completamente diferente.
Autoria da publicação: Mariana
Fonte das imagens/fotografias e vídeos: Mariana
Revisão: Mariana Chorão


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