Duração da viagem: 01-02-2025 / 03-02-2025

 

Nesta publicação venho deixar-vos a minha opinião sobre as férias que tive em Bruxelas com o meu irmão. Isto é somente a minha experiência, consoante os meus gostos e preferências e vocês podem perfeitamente ter opiniões diferentes das que aqui apresentarei.

 


Estes diazinhos em Bruxelas foram logo a seguir aos dias que passámos em Amesterdão. No nosso último dia lá, apanhámos um autocarro da FlixBus e lá fomos nós para a capital europeia. Nenhum de nós tinha grandes expetativas, mas a cidade acabou por nos surpreender.


Primeiro dia:

Grand-Place

 

Como a manhã do primeiro dia ainda foi passada em Amesterdão, só chegámos a Bruxelas por volta das quatro da tarde. À primeira vista, a cidade não nos pareceu assim tão bonita.

O hotel onde ficámos estava em obras, mas, numa primeira impressão, ficámos satisfeitos. Deram-nos um quarto num dos andares mais acima e conseguíamos ver o Átomo ao longe, algo que nos deixou bastante contentes (deixo em baixo um vídeo com a nossa vista). No entanto, nem tudo podia ser perfeito e o quarto era, na verdade, bastante quente (saliento que esta viagem foi feita em pleno inverno) e ainda tivemos uma mini aventura quando, por algum motivo, o serviço de quartos se lembrou de me “esconder” a escova de dentes.

Posto isto, não tivemos muito tempo para explorar a cidade neste primeiro dia, pelo que nos deixámos ficar pela famosa Grand-Place, que era pertíssimo do hotel. Tirámos bastantes fotografias, vimos o icónico Manneken Pis, comemos batatas fritas e waffles (esta, definitivamente, não é uma viagem para dietas!).

Vimos imensas lojas a vender doces, especialmente chocolates, batatas fritas e waffles e, inclusive, encontrámos um estabelecimento com waffles em forma do Mannekin Pis e de genitais.

 


Segundo dia:

Átomo; Design Museum; Grand-Place; Museum of Illusions; Palácio Real

 

A primeira paragem do dia foi o Átomo, que ainda ficava a uma certa distância do nosso hotel. Apanhámos um metro para lá e ainda andámos um bocadinho a pé.

Ao chegarmos lá, fiquei bastante fascinada com o que vi. Estava bastante curiosa por saber como seria por dentro, dada a sua estrutura. Há várias escadas que levam aos diferentes níveis e o interior consiste num museu. Tivemos a oportunidade de conhecer a história da sua construção e ainda da Expo 1958. Fiquei bastante admirada ao descobrir que era suposto o Átomo ter sido desmontado depois da Expo, mas que devido à sua popularidade acabou por ficar.

Lá de cima, temos também vista sobre a Mini Europa, que infelizmente não pudemos visitar porque estava fechada.

O interior do Átomo não é nada de muito UAUUU, mas gostei da experiência e da oportunidade de conhecer a sua história.



Ao comprarmos o bilhete para o Átomo, este dava de oferta um bilhete para o Design Museum, que é lá perto, por isso aproveitámos. Apesar de não termos propriamente expetativas, sendo que visitar este museu não estava nos nossos planos, ficámos um bocado desiludidos. O museu consiste em várias peças meio “malucas” e criativas, mas que não nos diziam nada.

Regressámos ao centro da cidade e fomos à Waffle Factory lanchar antes de seguirmos caminho. Vi no TikTok que este estabelecimento tinha uns ótimos waffles e tivemos de ir confirmar. Realmente são bons, mas um bocado caros.

 

Seguimos caminho para o destino seguinte: o Museum of Illusions.

 

Curiosidade: se planearem ir a este museu, não façam como nós. Certifiquem-se de que estão a ir para o sítio certo. Aparentemente, em Bruxelas existe o Museum of Illusions e o Illusion Museum, o que fez com que fossemos parar ao museu errado e tivemos de voltar para trás.

 

Quando chegámos finalmente ao museu, deixaram-nos guardar as nossas coisas num cacifo e depois lá fomos explorar. Certas partes do museu assemelham-se ao nosso Pavilhão do Conhecimento, o museu é bastante divertido e criativo.

Havia vários “jogos” de ilusão, alguns usavam espelhos, outros planos inclinados, mas ao longo do nosso tempo lá fartámo-nos de rir. Algumas coisas eram bastante simples, mas deixaram-nos com de bom humor o tempo todo.

Uma parte bastante positiva do museu era o staff. Eram todos bastante simpáticos e prestáveis, ofereciam-se para nos tirar fotografias e para nos ajudar a perceber certas ilusões.


Para terminar o dia, fomos ver o Palácio Real e, pelo caminho, ainda conseguimos ver um lindo pôr-do-sol.

 


Terceiro dia:

Parlamento Europeu; Parc du Cinquantenaire 

 

Na nossa última manhã em Bruxelas decidimos aproveitar para ir ao Parlamento Europeu. Era mais um sítio para o qual também não tinha grandes expetativas, pois não sabia bem o que esperar, mas fiquei muito bem impressionada.

Encontrar o edifício certo, foi um grande problema. Andámos para lá às voltas, pedimos ajuda várias vezes (inclusive chegaram a rir-se de nós), mas acabámos por dar com o edifício certo.

Na entrada, há bastante segurança, inclusive tivemos de passar os nossos cartões de cidadão numa máquina que nos deu um autocolante para usarmos na roupa. Também tivemos direito a um aparelho com áudio-guia, que achei bastante útil.

No átrio principal, foi impossível não ver a imponente escultura suspensa. A escultura tem todo um significado sobre união e dinamismo, mas a verdade é que não a achei nada bonita.

O que mais gostei foi, obviamente, poder entrar e sentar-me no Hemiciclo. O áudio-guia explicou cada detalhe sobre a sala e sobre as pessoas que lá marcam presença e achei que a informação era bastante útil e explicada de forma percetível.



Prosseguimos até ao Parc du Cinquantenaire  que fica perto do Parlamento. Nunca tinha ouvido falar neste parque, mas o meu irmão disse que era muito conhecido, por isso, lá fomos nós.

Encontrámos algumas crianças que pareciam estar a ter aulas de educação física e muitas pessoas a passear cães, o normal de se encontrar num parque. Demos lá uma voltinha e depois tivemos de regressar ao hotel para irmos para o aeroporto.

E assim acabou mais uma viagem. Como a cidade não tem muito para ver, sentimos que um fim-de-semana chegou bem e que, como não ficámos muito tempo, também não ficámos desiludidos.

 

Por fim, deixo-vos algumas classificações com um comentário breve sobre a viagem em geral:


Pessoas:
6/10 (de forma geral, não eram assim tão simpáticas)
Comunicação: 8,5/10 (muitas pessoas começavam a falar connosco em francês, mas acabavam por trocar para inglês)
Comida: 9/10 (os docinhos compensam a fast-food)
Hotel: 6,5/10 (o hotel não era péssimo, mas houve algumas partes em que falhou)
Monumentos: 7,5/10 (gostei bastante dos que conseguimos ver)
Museus: 6/10 (não havia muitos, mas gostei dos que vi)
Things to do in general: 9/10 (há muita coisa para ver, principalmente na Grand-Place)
Qualidade do ar: 5/10 (muito fumo, cheiro a erva e a lixo)
Preços: 5/10 (é tudo bastante caro)
Sensação de segurança: 6/10 (muita confusão)
Clima: 8/10 (havia frio, mas foi muito suportável)
Paisagem: 5/10 (não era nada de especial)

Classificação total: 6,7/10

 

 Autoria da publicação: Mariana

Fonte das imagens/fotografias e vídeos: Mariana

 Revisão: Mariana Chorão