Hoje trago-vos a review do primeiro livro de fantasia que li. É isso mesmo, no meio de tantos livros de fantasia para começar, escolhi o Fourth Wing da série The Empyrean, da escritora Rebecca Yarros.

Há anos que a Mariana e uma das minhas primas me estão a tentar converter para o mundo da fantasia. The Cruel Prince e ACOTAR são as sugestões delas, principalmente The Cruel Prince, mas como sou do contra e sou uma mood reader, não comecei por um nem por outro.  

Eu sempre gostei de séries que envolvessem fantasia e sobrenatural (até me atrevo a dizer que são as minhas favoritas) como Shadowhunters, The Vampire Diaries, Supernatural, mas, por algum motivo, nunca senti uma necessidade de ler um livro de fantasia.

Desde que me entendo por gente que gosto imenso de dragões e, quando vi a capa do livro, fiquei logo vidrada. Como se não bastasse, via bastantes TikToks sobre um tal Xaden que controlava as sombras e tinha um ar super sombrio, que me deixou logo assim 👀👀 , nem consigo expressar por palavras, mas acho que pelos emojis conseguem chegar lá! 

Apesar de me ter captado tanto a atenção, fui sempre deixando essa leitura para depois, até que este ano, no espaço de duas semanas, tive uma colega de trabalho que falava imensamente bem do livro e que me recomendou imenso lê-lo e depois tive a namorada de um dos meus amigos que me falou igualmente bem e que expressou como tinha ficado viciada e completamente vidrada no universo desta série. A maneira como falaram da série foi tão boa, que mal acabei o livro que estava a ler comecei o Fourth Wing.

Fui para o livro a saber somente duas coisas: 1) havia dragões e tinham grande importância na história; 2) havia uma personagem masculina obscura com ar de vilão, mas que era um amor e incompreendida.

Ao início, os capítulos custavam-me imenso, afinal, além de muita informação ao mesmo tempo, eram longos que doía, mas num abrir e fechar de olhos, vi-me a devorar o livro, tanto que já estou a ler o segundo - Iron Flame.

Adorei as personagens principais, a Violet ter passado de uma pessoa nada preparada para ser uma rider a passar a ser a cadete o seu ano com uma arma como signet e ter sido a primeira pessoa a criar laço com dois dragões foi chá.

Xaden Riorson, marcado como Relíquia da rebelião, filho de Fen Riorson, o líder “rebelde” que matou Brennan - o irmão de Violet - e que foi morto pela mãe de Violet,conseguir subir aos cargos mais elevados mesmo com todos os obstáculos impostos só por ser quem é, foi um grande chá. E a alcunha que o Xaden deu à Violet… Quem diria que Violência saberia tão bem de ler, não é?

Apreciei bastante que a escritora tenha criado uma personagem masculina como o Xaden e outra como o Dain, é um ótimo contraste e, eu que adoro estas pieguices, adorei que a personagem que devia ser a escolha amorosa mais correta para a Violet, não a seja. O Dain irritou-me imenso, de uma forma geral, no decorrer do livro, principalmente, quando leu a mente à Violet sem a autorização dela e sem ela saber! Com um melhor amigo destes, quem precisa de inimigos, não é verdade? No entanto, pelos spoilers que apanho no ar, tenho um feeling que irei compreender as atitudes dele e começar a gostar dele no futuro.

A autora trouxe uma química entre os dois e um enemies to lovers perfeito, se bem que pelo que se vê, o  Xaden esteve sempre na zona de lovers. Não há nada que me atraia mais do que um homem que deixe o mundo arder para salvar a mulher que ama.

A experiência do início ao fim do livro foi única, agarrei-me às personagens como se de amigos meus se tratassem, mergulhei num mundo criado pela escritora e dei por mim a imaginar como seria se alguma parte do universo fosse real. 

Senti euforia do início ao fim e, apesar de achar que me ia apaixonar pelo Xaden, foi o Tairn quem roubou o meu coração.

O papel e o protagonismo dos dragões é tudo neste livro, adorei a Andarna e mal posso esperar para conhecer a sua fase adolescente, se já como criança é sassy, nem imagino como adolescente.

A amizade criada entre a Violet e a Rhiannon é tudo, é bom no meio de tanta perda, conseguir-se ter um ombro amigo.

Apaixonei-me imenso também pelo Liam e o final que teve destroçou-me completamente.

No final, aquilo deu dois plot twist, um deles para mim era óbvio desde quase meio do livro, o outro NUNCA iria lá chegar.

Por isso, cá estou eu a questionar-me qual será o plot twist de Iron Flame.


A dragon without its rider is a tragedy. A rider without their dragon is dead.


Com esta vos deixo. Até à review do segundo livro!


Autoria: Carina

Autoria das fotos: Pinterest

Revisão: Mariana Chorão