Nota: esta publicação contém opiniões pessoais. 


Após a experiência positiva no NOS Alive do ano passado, com a Dua Lipa como cabeça de cartaz, este ano regressámos lá para ver, mais uma vez, a Olivia Rodrigo! Já no passado, quando a cantora atuou na MEO Arena, fui ao concerto a pedido do meu irmão e este ano não foi diferente.

Ao ser anunciado que a cantora cá vinha outra vez, até fiquei um bocado surpresa. Não é assim tão comum, artistas virem atuar a Lisboa dois anos seguidos. Honestamente, embora tenha gostado bastante da experiência, a verdade é que só fui este ano a pedido do meu irmão, pois não fazia propriamente questão de a ouvir outra vez, tendo em que conta que não lançou nada de novo.

Desta vez, a Carina juntou-se a mim e ao meu irmão e fomos os três. Ela veio ter a minha casa ao início da tarde e, às 17h, apanhámos um autocarro para o Campo Grande, onde nos encontrámos com o meu irmão para apanharmos um Uber para irmos para o Passeio Marítimo de Algés. Chegámos por volta das 18h e não apanhámos nem muito trânsito, nem muita confusão para entrar no recinto.

A primeira coisa que fizemos ao chegar foi tirar umas fotografias. Este ano vesti também umas calças pretas, mas levei a minha merch de All-American Bitch que comprei no ano passado na MEO Arena.

 


Depois de tirarmos as fotografias, aproveitei para ir à banca da merch espreitar o que havia. Não havia muito por onde escolher, mas acabei por trazer uma t-shirt também de All-American Bitch (qual a probabilidade de ter duas peças de merch referentes à mesma música?).

Com a merch comprada, fomos até a uma das zonas onde havia brindes. No ano passado conseguimos arranjar algumas coisinhas jeitosas e este ano queríamos repetir. Deixo-vos aqui os brindes que arranjámos este ano:

1.     Agência Abreu – óculos de sol (a Carina e o Martim conseguiram um chapéu);

2.     CeraVe – amostras de creme;

3.     Kiko Milano – eu e o Martim conseguimos um leque (a Carina ganhou uma coisita para o telemóvel);

4.     Tezenis – bandanas.

Durante a nossa caça aos brindes, o Mark Ambor estava a atuar no Palco NOS, mas como nenhum de nós o conhecia decidimos aproveitar para passear. No entanto, conseguimos ainda ver a música final, We Belong Together, a única que conhecia dele. Apesar de só ter ouvido a última canção, gostei bastante da energia dele.

Com o fim do set do Mark Ambor decidimos ir espreitar o Artemas ao Palco Heineken. Deste artista também só conheço a sua música viral e o feature que tem com a Nessa Barrett, por isso, também não tinha expetativas nenhumas. A verdade é que, apesar de achar que as suas músicas têm uma vibe semelhante a Chase Atlantic, não gostei muito. Só vi o início da sua atuação, umas duas ou três músicas, mas não gostei muito da sua postura em palco. Andar de um lado para o outro a cantar de mão no bolso não é a minha ideia de um bom espetáculo.

Quando o relógio marcou as 19h15, regressámos ao Palco NOS para a tão esperada atuação do Benson Boone. O artista foi super pontual e a atuação teve a duração de cerca de uma hora. Deixo-vos aqui a sua setlist:

1.     Sorry I’m Here for Someone Else

2.     I Wanna be the one you call

3.     Drunk in my Mind

4.     There She Goes

5.     Slow it Down

6.     Mr. Electric Blue

7.     Mystical Magical

8.     Man in me

9.     In the Stars

10.  Take me Home

11.  Pretty Slowly

12.  Young American Heart

13.  Cry

14.  Beautiful Things

Fiquei bastante surpreendida com a sua atuação. É um artista em que apenas conhecia três músicas e não sabia a letra completa de nenhuma. No entanto, a atuação foi uma caixinha de surpresas.

Para começar, gostei bastante da voz do Benson, acho que as suas músicas não lhe fazem justiça. Ao vivo tem um vozeirão incrível! Fiquei bastante admirada.

Também gostei muito da sua presença em palco. Ele cantava, fazia backflips, interagia com o público, a atuação foi sem dúvida um sucesso. Gostei especialmente de quando nos contou que tinha outro outfit preparado para usar no concerto, mas que no dia anterior tinha ido à praia e, estrangeiro a ser estrangeiro em Portugal, apanhou um escaldão e ficou a parecer uma lagosta.

Eu sei que os concertos que os artistas dão durante a sua própria tour não são os mesmos que dão em festivais. As condições são diferentes, não há possibilidade de fazer certas coisas, mas estava à espera de que os visuals do Benson fossem diferentes. Eram apenas cores no ecrã central.

Apesar de estarmos todos à espera de Beautiful Things, a música de que mais gostei de ouvir ao vivo foi In the Stars. Quando dei por mim, surpresa, surpresa, estava a chorar baba e ranho! Não posso ouvir uma música mais emotiva ao vivo que fico logo arrasada! O cantor pediu que esta fosse uma música sem telemóveis e, por isso, não tenho nada para vos mostrar desta atuação incrível.

A única falha que tenho a apontar é por parte do NOS Alive, sendo que os ecrãs estavam a ter falhas e como já é difícil para alguém que não chega a um metro e sessenta conseguir ver, sem os ecrãs é mesmo impossível.

Após a atuação do Benson Boone, a Carina aproveitou para ir à casa de banho e eu e o Martim fomos andando para a fila do Burguer King. Confesso que fiquei um bocado desiludida, apenas tinham quatro menus disponíveis e a organização não me pareceu a melhor. Estava muita gente a reclamar.


            Como tínhamos de fazer tempo para ver a Olivia Rodrigo, aproveitámos este momento depois do jantar para irmos arranjar mais alguns brindes, neste caso à Kiko Milano e à Tezenis. Enquanto esperávamos na fila da Kiko havia meninas da marca a passar e a dar alguns retoques de maquilhagem. Perguntaram-nos se queríamos aproveitar e nós não recusámos. Aproveitámos também para irmos buscar a minha querida piña colada!

 

Já que uma das minhas amigas, a Todi, também estava no festival, aproveitei para a tentar encontrar no meio de toda a confusão. Confesso que andei lá para trás e para a frente a tentar encontrá-la e foi ela que acabou por me encontrar a mim.

Sendo que já faltava relativamente pouco tempo para começar, finalmente, a tão esperada atuação da Olivia Rodrigo, despedimo-nos da Todi e fomos tentar arranjar bons lugares para a ver. Claro que num concerto destes é sempre difícil dizer o que é um bom lugar.

Conseguimos ficar relativamente bem posicionados, estávamos do lado esquerdo perto da câmara. Havia várias pessoas altas à nossa frente, mas pelo menos conseguia ver os ecrãs e, em alguns momentos, até conseguia ver a própria Olivia!

Antes de começar o set da Olivia, houve um espetáculo de drones, em que vários se juntavam para fazer uma figura ou uma imagem. Deixo-vos em baixo uma amostra:

Aqui fica a sua setlist da Olivia Rodrigo:

1.     Obsessed

2.     Ballad of a Homeschooled Girl

3.     Vampire

4.     Drivers License

5.     Traitor

6.     Bad Idea Right?

7.     Love is Embarrassing

8.     Pretty isn’t Pretty

9.     Happier

10.  Enough for You

11.  So American

12.  Jealousy, Jealousy

13.  Favorite Crime

14.  Déjà vu

15.  Brutal

16.  All-American Bitch

17.  Good 4 u

18.  Get Him Back!

Não sabia bem o que esperar deste concerto, sendo que tive a oportunidade de a ver no passado na MEO Arena. A setlist foi reduzida, cinco músicas foram retiradas, sendo elas: Teenage Dream, Making the Bed, Logical, Lacy e The Grudge.

Desta vez, a música de abertura foi Obsessed e devo dizer que não me importei nada com a troca. Acho que é uma música cheia de energia para dar início ao seu concerto. A música de encerramento continuou a ser Get Him Back! que também não falha!

Embora tenha preferido os visuals incríveis do espetáculo do ano passado, os do festival também não foram nada maus! Os meus preferidos foram os de Brutal e All-American Bitch.

A energia da cantora é contagiante, fartei-me de berrar, cantar, dançar. Desta vez, não havia bailarinos, mas a banda não ficou nada atrás. A interação da Olivia com a guitarrista foi incrível. Adorei vê-la com um sorriso enorme no rosto durante todo o concerto.

Gostei imenso das várias mini conversas que teve com a audiência, em especial a de como adora vir a Lisboa e comer pastéis de nata! Acho sempre super interessante quando os artistas nos contam sobre como escreveram as canções ou o que as inspirou e ter a Olivia a fazê-lo com o seu típico bom humor foi incrível.

 

Falando agora de aspetos mais gerais do festival, vou começar pelo cartaz. Apesar de ter comprado o bilhete apenas pela Olivia, esperava que outros nomes me saltassem mais à vista para além do Benson Boone. Gostava também que acontecesse como no Rock in Rio em que houvesse um artista português a abrir o palco principal. Honestamente, tendo em conta que tal aconteceu no ano passado, até pensava que era prática, mas não.

Outro aspeto que me desagradou bastante foram os horários do festival. Programar o Benson para as 19h30, numa quinta-feira, sendo que muitos o queriam ver, não foi bem pensado. Durante o espetáculo, de cada vez que mostravam o recinto nos ecrãs gigantes, dava para ver que estava bastante vazio, tendo em conta que era uma data esgotada. Também pensei que o Benson seria a atuação antes da Olivia, mas tal não aconteceu. Para além deste pormenor, senti também que os horários não estavam bem feitos para dar oportunidade a artistas nacionais ou até mesmo aos artistas internacionais mais pequenos que marcaram presença no festival.

A localização continua também a ser um grande problema. No meu caso, tendo em conta as horas a que o festival termina, não há outra forma de chegar a casa senão de uber. No entanto, descobrimos que os motoristas detestam ter de trabalhar nessa área em dias de concerto de tanta confusão que é, o que explica perfeitamente o porquê de termos sempre tanta dificuldade em encontrar um motorista na aplicação. Chegámos a casa às duas e meia da manhã, sendo que o concerto da Olivia terminou à meia-noite e quarenta.

Após duas visitas em anos seguidos, não sei quando voltaremos a ter em Portugal para um concerto a grande Olivia Rodrigo, mas fico à espera pacientemente, assim como do seu próximo álbum!



 Autoria da publicação: Mariana

Fonte das imagens/fotografias e vídeos: Mariana e Carina

 Revisão: Mariana Chorão