Data: 20-07-2025

 

Nas tantas viagens que tenho feito com o meu irmão, uma das coisas que comentamos bastante é que não conhecemos Portugal assim tão bem. Quando vamos para o estrangeiro, passamos toda a viagem a conhecer sítios novos, a história, a cultura, mas quando estamos em Lisboa, apenas visitamos um sítio ou outro de quando a quando.

Assim, é agora inaugurada esta nova rúbrica aqui no blogue: Memórias de Portugal.

 


O dia não começou lá muito bem, com alguma chuva e nevoeiro. Acordámos cedo para apanhar os transportes para o centro da cidade e ainda levámos com uma boa chuvinha!

Primeiro apanhámos um autocarro para o Campo Grande e depois o metro para o Rossio. Lisboa sendo Lisboa, tivemos de andar um bocadito (sempre a subir) até chegarmos ao nosso primeiro destino: o Castelo de São Jorge. Comprámos os bilhetes uns dias antes e tínhamos um mês para os usarmos (não temos de comprar os bilhetes para um dia em específico, nós é que escolhemos o dia para os usarmos).

Ao chegarmos, não estava muita gente. Eram praticamente dez horas da manhã, ainda chuviscava e havia nevoeiro, mas já nada de especial.

A minha parte preferida de visitar o Castelo é a vista incrível que temos sobre a cidade de Lisboa. Conseguimos ver a Praça do Comércio, o Rossio, a Avenida da Liberdade, a Rua Augusta, o Rio Tejo e a Ponte 25 de Abril, o Panteão, entre tantos outros marcos da cidade.


            Passeámos pela muralha e passámos imenso tempo a subir e descer escadas para ver tanto quanto possível. Achámos bastante estranho praticamente não se ver seguranças. Se alguém vandalizasse o Castelo ou até mesmo se alguém caísse, sendo que o Castelo não está assim tão bem protegido com corrimões e coisas do género de forma a que se mantenha idêntico a antigamente, ninguém iria notar até bastante tarde.

 


Uma hora depois, saímos do Castelo e seguimos caminho até à Praça do Comércio. Cumprimos a tradição de contemplar a famosa estátua de S. José e prosseguimos junto ao rio até ao Time Out (Mercado da Ribeira).


Nunca lá tínhamos ido, por isso é que o acrescentámos no nosso roteiro. No piso de cima há uma pequena livraria bastante interessante com vista para o mercado. Achei que teria apenas clássicos da literatura ou algo do género, mas acabei por me surpreender ao encontrar tantos livros a meu gosto e também imensos livros de autores portugueses. Pensámos ainda em almoçar no mercado, mas depois de uma voltinha percebemos que íamos gastar uma pequena fortuna e optámos por um McDonalds.

De seguida, apanhámos um autocarro e fomos, também pela primeira vez, ao LX Factory.

 


Andava há imenso tempo a querer ir à tão famosa livraria Ler Devagar e, por isso, não podia perder a oportunidade. A livraria é enorme, com imensos livros interessantes e ainda uma seleção de livros em inglês. Tive de me conter para não agarrar em uns quantos!

No andar de cima fui surpreendida com uma secção de música. Tinha vários CDs e vinis de diversos géneros e artistas. Como decidi há relativamente pouco tempo voltar a colecionar CDs, não podia perder a oportunidade de procurar algum dos Coldplay. Tive a sorte de encontrar o do meu álbum preferido, Mylo Xyloto, mais barato do que em outros sítios.

Voltámos a apanhar um autocarro e fomos até Belém. Vimos o Padrão dos Descobrimentos de perto e ficámos um pouco à beira rio apenas a apreciar a vista. A paragem seguinte foi o Mosteiro dos Jerónimos, também apenas para ver a sua imponente fachada. Como não podia deixar de ser, ainda passámos nos incríveis Pastéis de Belém.

 

A última paragem do dia foi na Trafaria para fazermos uma visita aos nossos avós e para lhes deixarmos uns maravilhosos Pastéis de Belém.

 

Gostei imenso de fazer este passeio com o meu irmão e quem sabe onde e quando será o próximo!

 

 Autoria da publicação: Mariana

Fonte das imagens/fotografias e vídeos: Mariana

 Revisão: Mariana Chorão