No dia 7 de maio fui ao concerto da Tate Mcrae da Miss Possessive World Tour. Na primeira vez que a cantora veio a Portugal não tive oportunidade e, quando foi anunciada a data em Lisboa para este ano, pensei que também não ia. 

Muitas pessoas quando gostam mesmo de algum/a cantor/a conseguem ir sozinhas aos concertos, infelizmente, ainda não cheguei a esse ponto, há muitas coisas que adoro fazer sozinha, mas, ir a concertos, ainda é algo que estou longe de tentar fazer. Como não conhecia ninguém que quisesse ir, não me sentia propriamente em baixo nem nada do género. No entanto, durante um almoço de família em que estava a falar com as minhas duas primas, começámos a falar de cantores e eu acabei por comentar “a Tate vem de novo e gostava tanto de ir, mas não tenho ninguém para ir comigo”. Foi aí, que as minhas duas primas comentaram, ao mesmo tempo, que também queriam, mas não tinham ninguém para ir, foi tiro e queda, pegámos num telemóvel e comprámos os bilhetes - balcão 2. Nenhuma de nós estava a contar com aquele gasto,  mas ainda bem que o fizemos.

No dia do concerto, saí do trabalho quase a correr e a rezar para que a fila de entrada não estivesse enorme. Quando finalmente cheguei ao parque das nações, uma das minhas primas ligou-me a dizer que já tinham entrado e até tinham conseguido lugares fixes. Acalmei-me instantaneamente, mas a alegria foi maior ainda quando notei que a fila era pequeníssima, sem exagero, em menos de 15 minutos meti-me na fila e entrei na Meo Arena. 

Quando cheguei à Meo Arena, uma menina estava a distribuir amostras de um hidratante da Neutrogena, que vinha num papel super fofinho, com a imagem da Tate a passar o creme. Esta foi a minha única recordação física do concerto. Infelizmente, não cheguei cedo o suficiente nem tive tempo suficiente na fila para adquirir possíveis pulseiras ou cachecóis e depois a camisola da merch, de que gostei, ainda era um tanto cara.


A abertura do concerto foi feita por Stella Rose Bennett, uma cantora e compositora neozelandesa que é conhecida pelo nome artístico - Benee. Infelizmente, não conhecia a cantora e não encontrei a setlist de Portugal completa, por isso, vou deixar as músicas fixas para a tour que encontrei disponíveis. Durante a abertura, a cantora Benee decidiu tocar uma música dela ao vivo pela primeira vez. Admito que as músicas desta cantora fugiam completamente ao meu estilo, mas foi muito agradável ouvi-la.

Setlist da Benee (abetura):

Sad Boii

Soaked

Cinnamon

Beach Boy

Glitter

Demons

Superlonely

Animal

OTR

Green Honda


Depois da abertura, ainda esperámos algum tempo para a atuação da Tate, se a minha memória não me falha, acho que a espera chegou a ser perto de uma hora. Deixo-vos aqui a Setlist:

Setlist da Tate:

Palco A:

Miss possessive

No I’m not in love

2 hands

Guilty conscience

Purple Lace Bra

Like I do

Uh Oh

Dear God

Siren Sounds


Palco B:

Greenlight (Como tudo se iluminou, mencionar isso)

Nostalgia

Medley (on the keyboard)

You broke me first

Run for the Hills 


Palco A:

Exes

BloodOnMyHands

She’s All I Wanna Be

Revolving Door (mencionar como me apaixonei MAIS ao vivo)

It’s Ok I’m Ok

Sports Car (my  favvv)

Greedy

I Know Love (only sound track)

O concerto teve logo a minha atenção na INTRO, começou com efeitos visuais que não esperava, de todo, e gostei imenso. Aparecia a Tate na tela gigante a observar, suponho que um ex interesse amoroso, em diversas câmaras.

Como não costumo ver vídeos dos concertos antes de ir, fui completamente apanhada de surpresa em tudo o que foi feito, não fazia ideia de que havia um momento de Pole Dance e adorei.

No concerto, a cantora trocou de outfits três vezes. O meu favorito foi o último:



Fontes dos outfits: insta @/tatemcraeportugall

Os dançarinos eram incríveis, houve até momentos de Solo Dance, onde iam aos poucos cada um deles tendo o seu momento, e arrasaram. Para mim, ter um grupo de dançarinos muda a dinâmica toda de um concerto, a maneira como eles acompanham e se movimentam ao som da música dá-nos outras experiências sensoriais.

O concerto foi composto por dois palcos e, não sei se foi da visão que tivemos de cima, mas pareceu-nos que a Tate passou pelo público sem grades, só com os seguranças a acompanhá-la, corajosa.

Em relação às músicas, houve duas em que, para mim, existiu uma diferença enorme (no sentido positivo) entre ouvi-las pelo Spotify e ouvi-las ao vivo. Foram a Dear God e a Revolving Door. Juro que depois de as ouvir ao vivo, não parei de as ouvir no Spotify, principalmente, a Revolving Door. Não sei se foi dos efeitos que teve (dançarinos e as portas) ou a música aos altos berros, mas virou uma das minhas favoritas. A You broke me first matou-me completamente e sou capaz de ter deixado uma lágrima escorrer.

Por fim, a Tate não cantou a “I know Love”, só a passou como sound track enquanto se despedia, nem cantou a “Signs”, que são duas das minhas favoritas. Gostava imenso de as ter ouvido, mas não baixaram o nível do concerto que a Tate nos entregou. É, definitivamente, uma artista que vou querer pagar novamente para ver e ouvir ao vivo.

Aconselho-vos muito a irem a um concerto da Tate, já passou mais de um mês e tenho o álbum dela on repeat no Spotify e ainda não me cansei.

Um detalhe realizado pela Meo Arena que achei super interessante foi que o evento teve disponível serviço de Audiodescrição e Coletes Sensoriais + Língua Gestual Portuguesa.

Não sei quanto a vocês, mas de todos os concertos a que fui lá, foi o primeiro que vi que possuísse tais serviços.

Os serviços não tinham nenhum custo associado e, para se poder usufruir dos mesmos, a pessoa teria de ser portadora de bilhete válido para o evento (este bilhete poderá ser para qualquer zona/setor) e enviar um email para um contacto que estava disponível na altura, até 72h antes da data do evento, indicando o evento e serviço no qual tem interesse.

Deixo-vos a definição e explicação destes serviços (fonte: meo arena):

Audiodescrição:  “trata-se de uma faixa de áudio complementar que informa o espectador com deficiência visual sobre toda a encenação e acontecimentos na sala e espetáculo que só podem ser apreendidos através da visão. Do ponto de vista técnico, é usada uma app, que as pessoas com deficiência visual instalam nos seus smartphones, que capta o som do audiodescritora e emite sinal para a app em tempo real.

Coletes Sensoriais:  são uma tecnologia recente que permite à comunidade Surda ter uma perceção diferente da experiência que já tem com a música. Os coletes de vibração, associados à interpretação em Língua Gestual Portuguesa, permitem uma fruição do concerto mais adaptada à comunidade: a sensação das vibrações é muito superior e com interpretação na sua língua nativa as letras são totalmente acessíveis. Para outras informações poderá consultar https://arena.meo.pt/acessibilidade/

Autoria: Carina

Autoria das fotos: Carina | Foto de capa - Rolling Stone | Fotos dos outfits -  insta @/tatemcraeportugall

Revisão: Rita Silva e Mariana Chorão