Duração
da viagem: 28-01-2025 / 01-02-2025
Aqui
está mais um dos meus guias de viagem! Desta vez, eu e o meu irmão fomos até à
incrível cidade de Amesterdão. Venho deixar-vos a minha opinião sobre as férias
que tive e quero relembrar-vos de que isto é somente a minha experiência,
consoante os meus gostos e preferências e vocês podem perfeitamente ter
opiniões diferentes das que aqui apresentarei.
A
ideia inicial para as férias deste ano era Itália. No entanto, como durante
bastante tempo havia obras a ocorrer na cidade de Roma, não quisemos correr o
risco de chegar lá e estar tudo fechado. Amesterdão, embora tenha sido a nossa
segunda opção, era uma cidade que queríamos bastante conhecer.
Primeiro dia:
Casa da Anne Frank; Bairro Jordaan; Dam Square
Ao
aterrarmos em Amesterdão, apanhámos logo um comboio para irmos para a zona do
hotel. Comprámos o bilhete, mas, aparentemente, desperdiçámos dinheiro porque
não encontrámos nenhum sítio para o picar. No caminho para o hotel, fizemos
umas comprinhas para os pequenos-almoços e parámos num KFC para almoçar.
Curiosidade: fiquei logo traumatizada com as
bicicletas. Sabia que eram um big deal em Amesterdão, mas não
tinha noção de que ninguém respeitava quaisquer regras de segurança.
Descansámos
um pouco no hotel e depois apanhámos um autocarro para a nossa primeira
paragem: a casa da Anne Frank. Há muitos
anos que tenho um grande interesse pela 2ª Guerra Mundial e pela história da
Anne Frank. Quando vi o filme “A Culpa é das Estrelas” conheci a casa/museu e
desde então que lá queria ir.
Do
lado de fora, não é nada de especial. É um edifício como tantos outros e
ninguém saberia a infelicidade que aconteceu lá dentro. Na entrada tinham
áudio-guias disponíveis e levámos dois em português. Não era permitido gravar
nem tirar fotografias e confesso que fiquei um pouco triste por não ter uma
memória em formato fotográfico.
Ao
longo da visita, fui ficando cada vez mais arrepiada ao ver o tamanho do
escritório. Já sabia que era minúsculo, mas ver ao vivo tem um impacto
completamente diferente. Receei até ficar em lágrimas.
Ao
sairmos do museu, chovia tanto e já estava tão escuro que acabámos por não
visitar mais nada. Vimos de passagem o bairro
Jordaan e a Dam Square e fomos fazer
tempo para um Starbucks até os nossos pais chegarem (que também iam passar
férias em Amesterdão).
O primeiro dia acabou com um jantar com os nossos pais num restaurante italiano super bom.
Segundo dia:
Museu do
Van Gogh; Rijksmuseum; Museu Mocco; Museu Madame Tussauds; Red Light District
Começámos
o dia a apanhar um autocarro para irmos ao Museu do
Van Gogh. Já devo ter mencionado em algum dos artigos deste blogue que
em termos de pinturas sou bastante seletiva. Não é qualquer pintor ou qualquer
tipo de pintura que me agrada e, mesmo quando falo em pintor, também não são
todas as obras que me agradam. No entanto, Vincent
Van Gogh é, sem dúvida, um pintor cujas obras gosto bastante.
Passeámos
pelo museu, observando as diferentes obras do pintor. Desde quadros mais
obscuros como “Os Comedores de Batata”, como os mais coloridos e conhecidos:
“Os Girassóis”, “O Quarto em Arles” e “Amendoeira em Flor” (que é,
definitivamente, o meu favorito!). Infelizmente, não conseguimos ver o famoso
“Noite Estrelada”, pois está no Museum of Modern Art, em Nova Iorque.
No
fim da visita, eu e o meu irmão passámos na loja de recordações e comprámos
cada um um livro. Eu comprei o
“Advice for the Soul: Vincent Van Gogh” e ele o “The World According to Vincent
Van Gogh”. Ambos têm frases ditas pelo pintor, em cartas
escritas, na maioria, ao seu irmão, acompanhadas por algumas das suas pinturas.
Curiosidade: ativámos o nosso passe I am
Amsterdam para termos direitos a descontos, entradas grátis e bilhetes grátis
nos transportes públicos. Antes de o comprarmos, fizemos contas para garantir que era uma mais-valia. Em Amesterdão, os
descontos de estudante não são assim tão bons.
Depois
desta primeira paragem, fizemos uma pausa para almoçar e prosseguimos para o Rijksmuseum.
Este
museu é uma espécie de Louvre, mas mais pequeno, com vários tipos de artigos
expostos, desde quadros, armas, instrumentos musicais, entre outros. Neste tipo
de museu, eu e o meu irmão tendemos a passar rapidamente por certas exposições
que nos interessam menos. Não somos o tipo de pessoa que fica a observar um
museu inteiro ao detalhe.
Vimos
alguns quadros interessantes, nomeadamente os de Rembrandt, vimos a linda biblioteca
que o museu tem, a exposição de arte moderna, que inclui um vestido da Yves Saint
Laurent e outro da Paco Rabanne.
Após
vermos todo o museu, ficámos no interior a fazer tempo para o nosso destino
seguinte. Na rua estava bastante frio, por isso, aproveitámos para ficar no
quentinho à espera, já que o museu seguinte era pertíssimo.
O
museu seguinte foi o Mocco, um dos museus
que também tínhamos visitado em Barcelona. Gosto bastante deste tipo de
exposições, modernas e diferentes. A única parte “má” do museu é ser tão
pequeno, visto que tudo o que está exposto é emprestado. Assim, ainda que o
museu seja incrível, parece que sabe a pouco, pois ficávamos lá mais tempo a
ver as suas exposições. Gostei particularmente da exposição do Robbie Williams
sobre saúde
mental.
Depois
da visita, fomos até um Starbucks lanchar para prosseguimos para o Museu Madame Tussauds. Como o museu ficava
a uns dois minutos a pé do café, conseguimos descansar antes de continuarmos a
explorar a cidade.
O
museu, embora seja incrível, deixou um pouco a desejar, tendo em conta que já
tínhamos visitado o de Londres que, embora seja o mesmo preço, é maior e tem
mais para ver. No entanto, o de Amesterdão tem coisas interessantes que o de
Londres não tem. Deixo-vos a seguir uma
lista com algumas das figuras que lá encontrámos, caso gostem do elemento surpresa, aconselho-vos a
saltar a lista e as fotografias que deixarei a seguir!
·
Zendaya
(bastante parecida)
·
Marilyn Monroe
(não era a pior)
·
Leonardo
DiCaprio (bastante parecido)
·
Lady Gaga
(gostei bastante)
·
Jennifer
Aniston (nada parecida)
·
Hannibal
Lecter
·
Johan Cruyff
·
Rihanna (não
estava muito parecida)
·
Shrek
·
Anne Frank
·
Cristiano
Ronaldo (bom)
·
Família Real
·
Mona Lisa
·
Ariana Grande
(das piores)
·
Kendall Jenner
(não estava muito boa)
Curiosidade: tal como em Londres, também havia
uma parte reservada ao Universo Marvel.
Depois
do museu, fomos para a nossa última paragem do dia, sendo que já eram quase
sete da tarde, estava escuro e bastante frio. Fizemos uma breve visita à famosa
Red Light District, estava tudo fechado e,
confesso, foi uma experiência algo estranha. Não estou propriamente habituada a
olhar para o lado e a ver uma rapariga semi-nua numa vitrine.
Terceiro dia:
Café Kopjes; Banco de “A Culpa é das Estrelas”; Katten Museum; NEMO
Museum; A’DAM Lookout
Neste
terceiro dia, fui surpreendida com um pequeno-almoço num daqueles incríveis
cafés com gatos, o café Kopjes. O meu irmão fez a reserva sem eu saber e
gostei bastante da surpresa. Os gatos que lá vivem não estão para adoção e o
café cobra uma quantia adicional para ajudar com as despesas. A rapariga que lá
trabalha foi super simpática connosco, falou-nos sobre os gatinhos e acabámos
por nos divertir imenso rodeados de tantos amigos de quatro patas.
No
nosso caminho até ao Katten Museum, fizemos
uma paragem para vermos o famoso banco de “A Culpa
é das Estrelas”. Achei um aparte bastante interessante, o banco está
revestido de frases e palavras escritas pelos fãs do livro/filme.
O
Katten Museum é, nada mais nada menos, que
um museu de gatos! Logo à entrada, fomos recebidos por um gatinho muito fofo a
dormitar. O museu em si não tinha muito para ver. Algumas fotografias, algumas
esculturas, mas a casa era super bonita e o gatinho deitado no aquecedor valeu
pela visita!
Paragem
seguinte: NEMO Museum, aka museu da ciência.
Ficámos um pouco desiludidos com este museu. Maioritariamente, era para
crianças, o que fez com que sentíssemos que estávamos a perder o nosso tempo.
No entanto, no último andar havia atividades bastante interessantes. Testes
relacionados ao ADN, tempo de reação, resistência ao frio. Esta parte valeu
bastante a pena, diverti-me imenso e fartámo-nos de rir.
Seguimos
para a nossa última paragem do dia: A’DAM Lookout.
Apanhámos o barco (grátis) para o outro lado do rio e andámos o curto caminho a
pé até ao edifício. Para quem não sabe, o topo atinge os 120m de altura e tem
uma vista incrível sobre a cidade de Amesterdão. No topo, há uns baloiços
incríveis onde podemos andar. Foi, sem dúvida, uma das melhores experiências da
minha vida.
Quarto dia:
Fabrique des Lumières; Johan Cruyff
Arena; Nationaal Holocaust Museum
O
dia começou connosco a visitar a Fabrique des
Lumières, um local que quisemos visitar por nos ter feito lembrar do
Frameless, em Londres. A sessão a que fomos era sobre pintores holandeses e
tinha uma parte sobre Vincent Van Gogh. Achei incrível, vimos a sessão duas
vezes e tirámos imensas fotografias! Quando demos por isso, tínhamos lá passado
a manhã toda!
Depois
de almoçarmos, apanhámos um metro para irmos à Johan
Cruyff Arena, o estádio do Ajax. Claro que esta paragem foi da
responsabilidade do meu irmão, mas confesso que gostei muito mais do que
esperava. Vimos os balneários, o campo, pudemos sentar-nos nas cadeiras, fomos
à sala de imprensa, ao museu. Foi uma experiência muito diferente da que
tivemos em Barcelona (como o estádio está em obras, só fomos ao museu).
Como
o estádio ficava mais afastado do centro, ao voltarmos, só tínhamos tempo para
mais uma paragem. Optámos por uma passagem rápida a um dos memoriais das
vítimas do Holocausto e fomos ao Nationaal
Holocaust Museum, que era perto do memorial.
Curiosidade: os museus em Amesterdão fecham super
cedo, muitos fechavam às cinco da tarde.
O
museu foi arrepiante. Tínhamos áudio-guias que nos contavam as histórias dos
objetos que íamos vendo e contavam histórias também de pessoas. Inclusive,
houve uma parte que achei particularmente interessante, uma história que nunca
tinha ouvido, sobre como alguns judeus de origem portuguesa tentaram escapar.
Foi
uma grande pena termos de ver o museu à pressa devido à hora do fecho.
Quinto dia:
Artis Zoo
Chegou
o tão temido último dia da viagem! Como só tínhamos a parte da manhã, optámos
por uma atividade mais “relaxante” e fomos ao Zoo da
cidade. Como tínhamos o cartão I am Amsterdam, a entrada era grátis.
Pela
primeira vez, vi um texugo, um lobo branco e um abutre. Algo que achei curioso,
foi a proximidade a que, muitas vezes, estávamos dos animais. No Zoo de Lisboa,
temos sempre uma grande distância entre nós e o animais, mas em Amesterdão não.
E
assim acabou a nossa viagem. Vimos imensas coisas, mas ainda ficou muito por
ver. Teremos de lá voltar!
Por
fim, deixo-vos algumas classificações com um comentário breve sobre a viagem em
geral:
Pessoas: 9/10 (achámos
as pessoas simpáticas, não tivemos qualquer problema)
Comunicação: 9/10 (toda a gente falava
inglês)
Comida: 7,5/10 (encontrámos sítios
satisfatórios, com comida barata)
Hotel: 6/10 (o hotel podia ter sido melhor,
mas não foi péssimo)
Monumentos: /10 (não considerámos que existissem
monumentos para ver)
Museus: 10/10 (adorámos todos os que vimos)
Things to do in general: 9,5/10 (há imensa
coisa para fazer pela cidade)
Qualidade do ar: 7/10 (o cheiro a erva não
funciona para mim!)
Preços: 6/10 (considerámos os preços algo
caros)
Sensação de segurança: 7/10 (as bicicletas
foram minhas inimigas!)
Clima: 6/10 (havia bastante frio, mas, de
forma geral, foi suportável)
Paisagem: 8,5/10 (adorei!!)
Classificação total: 7,7/10
Fonte das imagens/fotografias: Mariana











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