Nota: esta publicação contém opiniões pessoais.

 

Este artigo já vem bastante atrasado, mas para quem esteve num dos concertos da Olivia Rodrigo de 2024, no MEO Arena, e quer recordar a noite, ou para quem a quer ver no NOS Alive este ano, aqui fica a minha experiência da segunda noite da cantora em Lisboa!


A melhor forma de começar este tipo de relato é sempre sobre como decidi ir ao concerto. Depois do incrível álbum de estreia da cantora, Sour, fiquei fã. Músicas como a icónica Drivers Licence e outras como Jealousy Jealousy e Traitor ficaram de imediato na minha cabeça. O meu irmão é ainda maior fã do que eu e, por isso, quando a cantora anunciou a digressão e a passagem por Lisboa, lá fui eu ao site para tentar a minha sorte  e receber uma senha de acesso à pré-venda dos bilhetes.

Para variar, fui eu que fiquei em casa no dia da venda dos bilhetes e que garanti o nosso lugar no segundo concerto em Lisboa. Infelizmente, o site da MEO Blueticket teve um problema qualquer e não me deixou comprar os bilhetes que eu queria. Tínhamos combinado que iríamos para as bancadas, para estarmos mais confortáveis e podermos sentar-nos se quiséssemos, mas a única opção que me era permitida era para a plateia (apesar de os bilhetes não estarem esgotados). Comprei na mesma porque era melhor do que nada.

Uns tempos antes do concerto, comecei a tentar decorar as letras das músicas do novo álbum, Guts, mas com tanto concerto a que fui em 2024 foi bastante difícil. Ainda por cima, o fim de semana do concerto foi em grande, já que no dia anterior tínhamos ido ao Rock in Rio ver os Jonas Brothers e ainda estava a recuperar, tanto da voz como da emoção.

No dia do concerto, chegámos à arena com alguma antecedência para termos bons lugares, já que estávamos na plateia. A fila era enorme, muito maior do que esperava, e andava de forma muito lenta. Chegámos a ter receio de não entrar a tempo da atuação de abertura.

Quando finalmente entrámos no recinto, estava um calor horrível. Estava um ar super abafado e fiquei logo com medo de ter uma quebra de tensão a qualquer momento. Fomos até à banca da merchandising, que não estava assim muito cheia, e confesso que fiquei chocada com alguns factos. Havia muitos artigos disponíveis online que não estavam à venda na arena e os tamanhos eram uma verdadeira vergonha. Dou-vos um exemplo claro: meço 1,57m e nem 50kg peso, no entanto, a camisola que comprei era de tamanho L.

Quando seguimos caminho para ter um bom lugar na plateia, confesso que, embora já soubesse que seria mau estar ali, não tinha noção do quão mau seria. Para além do calor imenso, a visibilidade é absolutamente péssima. Não conseguia ver praticamente nada, o que resultou em gravar o concerto todo, para conseguir ver pelo ecrã do telemóvel. Também foi desconfortável estar rodeada por tanta gente, havia pessoas aos empurrões para conseguirem chegar-se mais à frente e outras a gritar-nos literalmente aos ouvidos.

O concerto de abertura ficou a cargo de Remi Wolf, uma cantora que só conhecia de nome, mas mantive a minha mente aberta. Também não conhecia a H.E.R. nem a Griff e ambas me impressionaram bastante. No entanto, não fiquei muito convencida com a Remi, acho que não faz muito o meu estilo.

Gostei bastante da forma como a “contagem decrescente” para o início do concerto ocorreu. Apareceu no ecrã a palavra «Guts» e cada letra era uma vela. Quando as letras arderam até ao fim, começaram a passar uns vídeos da cantora e logo a mesma subiu ao palco.


Antes que me comece a alongar, vou deixar-vos a setlist:

 

1.     Bad idea right?

2.     Ballad of a Homeschooled Girl

3.     Vampire

4.     Traitor

5.     Drivers License

6.     Teenage Dream

7.     Pretty isn’t Pretty

8.     Love is Embarrassing

9.     Making the Bed

10.  Logical

11.  Enough for you

12.  Lacy

13.  So American

14.  Jealousy, Jealousy

15.  Happier

16.  Favorite Crime

17.  Déjà vu

18.  The Grudge

19.  Brutal

20.  Obsessed

21.  All-American Bitch

22.  Good 4 U

23.  Get Him Back!

 

Uma coisa que adorei no concerto da Olivia Rodrigo foram os visuals incríveis que apareciam no ecrã atrás da cantora. Ballad of a Homeschooled Girl foi um dos que mais gostei, Logical e Enough For You ganharam tudo com o uso da lua e ainda com as estrelinhas espalhadas. Por fim, literalmente, Get Him Back! também não ficou nada atrás e foi uma ótima forma de terminar a atuação.

Adorei a energia da Olivia, a vaguear pelo palco todo, sempre com um sorriso enorme na cara. Diria que o ponto alto do concerto foi mesmo quando ela passeou pela arena na lua gigante e parou no centro, mesmo à nossa frente. Acenou a todos e ainda conversou um pouco.


Infelizmente, não consegui decorar as músicas de Guts a tempo do concerto, mas diverti-me imenso e foi incrível ter o meu irmão a furar-me os tímpanos enquanto cantava todas as músicas.

Adorei a escolha da setlist, acho que a Olivia é uma artista cuja discografia é incrível e não tinha como falhar. Independentemente das músicas que ficassem de fora, seria sempre uma setlist fantástica e ficariam sempre músicas incríveis de fora. O concerto acabou com Get Him Back!, como já referi, e achei a escolha perfeita, combinou muito bem com os confettis no final.

Mal posso esperar que a cantora venha atuar no NOS Alive para podermos repetir esta memória!

 

 Autoria da publicação: Mariana

Fonte das imagens/fotografias: Mariana