Este artigo estará dividido por volumes e é somente a minha opinião sobre cada livro, individualmente e ainda sobre a série em geral.

Caso não tenham lido os livros em questão, alerto-vos que este artigo terá spoilers que podem estragar a vossa leitura.

 


A Court of Thorns and Roses

Este é o primeiro livro da tão adorada série e é onde as personagens, assim como todo o universo, nos são apresentadas.

Todo o início do livro é bastante parado, começa com o mundo dos humanos (que convenhamos, é a parte mais aborrecida dos livros de fantasia, sendo que o queremos é a parte “sobrenatural” da coisa) onde conhecemos as irmãs Archeron: Nesta, Elain e Feyre. Logo aqui já detestava as três personagens e rezava para que todas tivessem uma evolução (que algumas tiveram).

Algo que ainda nesta primeira parte me chateou foi o facto de as três personagens femininas principais serem humanas, não terem onde cair mortas, sendo que sabemos que as três personagens masculinas principais são imortais e ricas.

Quando a Feyre vai para a Spring Court com o Tamlin, pensei que a ação ia começar, mas não. Não acontece praticamente nada (especialmente tendo em conta o tamanho do livro).

Para mim, a ação começou praticamente no final do livro e foi por esse motivo que lhe dei uma classificação de 3,5 estrelas. Nenhuma das irmãs Archeron tem uma evolução positiva (a Feyre ainda conseguiu ficar mais intragável) e embora tenha gostado de conhecer o Rhysand, a verdade é que quase não teve destaque nenhum.

Para terminar a minha opinião sobre este volume, falemos da morte da Feyre. Acho que foi bastante despropositado, especialmente tendo em conta que a personagem morre para voltarem à vida cinco minutos depois com poderes que não lhe pertencem.

 

 

A Court of Mist and Fury

Passamos para o Segundo volume da série, que começa com a maldição quebrada e de volta à Spring Court para o casamento da Feyre com o Tamlin.

Em comparação ao primeiro livro, considero que este foi uma evolução enorme. O início mais uma vez algo aborrecido, sem ação, mas quando o Rhysand leva a Feyre para a Night Court as novas personagens a que somos introduzidos – Azriel, Cassian, Mor e Amren – tornam a narrativa muito mais interessante e com um bom toque de humor.

Algo que é bastante discutido sobre este volume é o Tamlin. De forma geral, acho que posso dizer que as pessoas o odeiam. E, embora consiga perfeitamente perceber o porquê, não posso concordar na totalidade. O Tamlin teve atitudes bastante questionáveis, disso não há dúvida. Mas e a Feyre? E o Rhysand? Então como detestamos um e amamos os outros dois?

Gostei que fosse abordado o abuso que o Rhysand sofreu em Under the Mountain e de ver a dinâmica dele com o Azriel e o Cassian. A Feyre encaixou-se bem na Night Court e ver a sua relação com a Mor também foi bastante interessante.

O laço entre o Rhysand e a Feyre também foi abordado de forma bastante cativante, com uma evolução gradual perfeita. O Rhysand tornou-se uma personagem bastante diferente da ideia que eu tinha, pensei que seria um vilão e, afinal, é um dos bonzinhos. Já a Feyre, tornou-se uma desilusão ainda maior. Acho-a uma personagem bastante básica e, infelizmente, não consigo gostar dela.

Se já tinha achado a morte da Feyre uma parvoíce no volume anterior, agora ela ter os poderes dos outros High Lords é o cúmulo do humor. Tornar-se High Lady por causa disso? Ainda pior. Como disse anteriormente, gostava que as personagens femininas (neste caso, a Feyre) tivessem um passado menos trágico ou com mais oportunidades, mas não. O que acontece é que ela se torna nessa personagem devido às personagens masculinas: o Tamlin que a levou para Pryntion, os High Lords que lhe deram parte dos seus poderes e até mesmo o Rhysand que lhe deu espaço para ser High Lady da Night Court. Gostava que ela se tivesse tornado uma badass por si só, mas não foi o que aconteceu.

Apesar de tudo, este livro foi uma ótima leitura e por isso dei-lhe as 5 estrelas.

 



A Court of Wing and Ruin

O terceiro livro foi de longe o que menos gostei. 700 páginas de absolutamente nada, um livro tão grande devia estar cheio de ação e acontecimentos, mas tem apenas o build up da história, que torna a leitura extremamente cansativa e parada.

Perdi a conta de quantas vezes a palavra «mate» foi dita e achei a relação do Rhysand e da Feyre completamente estagnada. Sim, são muito fofinhos, e depois? Por outro lado, gostei de ver a tensão que se criou entre a Nesta e o Cassian e mesmo a ligação que está a nascer entre a Elain e o Azriel.

Este livro está coberto de segredos e mentiras no seio de um grupo que se diz tão unido e que se considera uma família. A Feyre está mais insuportável que nunca, com o seu complexo de superioridade por ser High Lady (embora não faça nada para merecer tal posição). Achei-a bastante hipócrita ao longo da história, com atitudes que só me faziam ter vontade de lhe bater. O cúmulo foi a sua birra com a Mor; como é que teve a lata de interferir num assunto que não lhe dizia respeito nenhum? E comparar esse assunto ao que ela tinha feito como se estivessem no mesmo patamar. A Mor pode ter-lhe perdoado, mas eu não!

Gostei do Lucien e do seu desenvolvimento, assim como os plot twists do Jurian e do Tamlin. Falando deste último, o que aconteceu neste volume só veio confirmar o que disse na secção anterior sobre não o conseguir odiar. Pois se ele fosse uma personagem tão má como todos dizem que é, qual é a justificação que dão ao que ele fez ao Rhysand no final do livro? Mas lá chegaremos.

A Amren foi uma personagem que me surpreendeu bastante pela positiva neste volume. Teve uma boa evolução e gostei de conhecer melhor a sua história e a sua origem.

Como também já referi anteriormente, toda a situação sobre os poderes que a Feyre ganhou não é do meu agrado. No entanto, pensei que, estando uma guerra a acontecer, poderiam dar jeito. Parece que estava redondamente enganada. A Feyre usa os seus poderes numa reunião com os High Lords (apesar de que, supostamente, devido às barreiras mágicas, nem devia ser capaz de o fazer), mas NUNCA os usa em batalha. É extraordinário, de facto.

Por fim, mais uma morte despropositada. Devido a um contratempo o Rhysand morre. POR CINCO MINUTOS. Isto foi apenas ridículo e os High Lords cederem em dar mais um pouco dos seus poderes para o trazer de volta foi bastante hipócrita, sendo que não estavam satisfeitos pela Feyre lhes tirado um pouco, mas agora ainda os cedem de livre vontade (se a série se prolongar muito, os High Lords deixam de ter poderes após ressuscitarem toda a Night Court!). Quer dizer, depois de todo o ódio que dão ao Tamlin, até ele cedeu os seus poderes para o ressuscitar o que, a meu ver, não tem lógica nenhuma.

Este volume foi completamente intragável para mim e, por isso, dei-lhe uma classificação de 1,5 estrelas.

 



Numa próxima publicação irei partilhar com vocês a minha opinião sobre os dois volumes seguintes. Relembro apenas que esta é a minha opinião sobre os três primeiros livros da série e, apesar de eu não estar muito satisfeita, vocês podem ter uma opinião completamente diferente.


  Autoria da publicação: Mariana

Fonte das imagens/fotografias: Mariana