Em maio deste ano foi anunciado que a
produção da Broadway de “The Phantom of the Opera” (O Fantasma da Ópera) iria
passar por Portugal entre os dias 15 e 27 de Outubro!
O livro está na minha
lista de leitura já há algum tempo, inclusive, também já me falaram bastante
bem do filme. No entanto, como não sou grande fã de teatro, não ponderei logo a
possibilidade de ir à peça.
O meu irmão ficou logo
entusiasmado por ser uma peça da Broadway e, este verão, leu o livro enquanto
estávamos de férias. Ao notar o seu interesse, pensei logo na hipótese de lhe
oferecer bilhete no aniversário. Sendo ele uma pessoa tão difícil de comprar
prendas, o assunto ficou logo resolvido: comprei bilhetes para o dia 17 (o
terceiro dia).
Chegado o dia da peça, decidimos que,
tendo em conta que a nossa sessão era às 21h, iríamos jantar ao McDonalds do
Campo Grande e logo apanharíamos o metro para o Campo Pequeno.
Os nossos lugares eram os
mais baratos e ficavam no último piso. Não achei que a visibilidade fosse má de
todo, obviamente não conseguíamos observar certos detalhes, como as caras dos
atores, mas gostei da perspetiva de cima.
No entanto, os lugares em si eram
péssimos: pequenos e bastante apertados. Aquele andar tem claramente uma fila a
mais, de cada vez que alguém queria passar por nós, toda a fila tinha de se
levantar para as pessoas poderem passar com um grande esforço. Além disto, a
quantidade de postes também dificulta a visão (deixo em baixo uma fotografia
para que percebam de que estou a falar). Tivemos sorte de não nos calhar nenhum
dos postes verticais à frente, mas o horizontal (como quem diz a proteção para
ninguém cair) tapava-me a zona onde mostravam as legendas.
As minhas expetativas
para esta peça eram praticamente inexistentes. Como já referi, não sou grande
apreciadora de teatro, por isso, decidi manter uma mente aberta.
Adorei o início mais
calmo e a transição para um ensaio da Ópera de Paris. Os atores têm um vozeirão
e as coreografias estavam muito bem executadas. Gostei bastante dos figurinos,
em especial durante a cena do baile.
O candelabro usado como
adereço (uma réplica do candelabro da Ópera de Paris) deu um toque
extraordinário à peça. Aumentou a emoção e o suspense e, definitivamente,
deixou alguns corações a bater mais depressa!
Toda a peça foi incrível,
mas acho que a minha parte preferida foi mesmo a incrível orquestra. A forma
como os músicos passavam as emoções, a energia, é indescritível. A paixão e
tensão que passava para o público era eletrizante.
No final, após os
aplausos, a atriz portuguesa da companhia, Lara Martins, chegou-se à frente
para dizer umas palavras de agradecimento ao público.
Foi uma experiência
bastante boa, arrisco-me a dizer que não se algum dia verei uma peça que supere
esta!
Autoria da publicação: Mariana
Fonte das imagens/fotografias e vídeos: Mariana




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