Nota: esta publicação contém opiniões pessoais.
Não estava nos meus planos para
este verão ir ao Rock
In Rio este ano. Como já tinha bilhete
para ir com o meu irmão a outros quatro concertos, existia uma espécie de
acordo não verbal de que não íamos a mais nenhum (não há dinheiro para tudo!).
No entanto, confesso que quando foram anunciados os Jonas Brothers fiquei com uma certa pena de não
ir.
Sou fã dos Jonas Brothers desde pequena, lembro-me de os ver
no Disney Channel, dos dramas que havia com a Miley Cyrus, a Selena Gomez e a Demi Lovato, de ver os videoclipes. Fiquei
super feliz quando eles anunciaram que iam voltar e lançaram o álbum Happiness Begins.
Numa conversa com a minha tia sobre
concertos, calhou falarmos da banda e de como eles vinham a Portugal pela
primeira vez. Uns dias depois ela mandou-me mensagem a dizer que me arranjava
dois bilhetes a metade do preço. Fiquei logo em êxtase. Convenci o meu irmão a
ir comigo, o meu eterno acompanhante nestas andanças, e lá fomos nós!
Ao chegar o dia do concerto,
tivemos boleia até perto da Estação do Oriente e depois fizemos o resto do
caminho a pé. Tínhamos comprado o shuttle, mas optámos por não o usar.
Ainda andámos um bom bocado e acabámos por perder o início da atuação da Carolina Deslandes.
Pensei que ia existir uma grande
confusão para entrar e que fosse demorar séculos, mas foi sempre a andar. Para
variar, não fui revistada, mostrei o bilhete e seguimos caminho para tentar
arranjar alguns brindes e ver o fim da atuação da Carolina no Palco Mundo. Deixo-vos as
músicas que conseguimos ouvir:
1. A Vida Toda
2. Por Um Triz
3. Avião de Papel
4. À Tua Porta
5. A Saia da Carolina
6. Como É Linda
7. Eco
Adorei a energia dela, contudo acho
que o público não vibrou com ela. Estava tudo muito calminho, não fizeram muito
barulho.
No fim do concerto começou a
transmissão do Jogo Portugal-Turquia em todos os palcos. E este assunto
deixa-me com um misto de pensamentos. Por um lado, acho que é uma coisa boa,
pois as pessoas não deixaram de ir ver os primeiros artistas a atuar com o
motivo de ficarem a ver o jogo. Mas por outro, é mais uma prova da importância
que se dá ao futebol em Portugal em comparação a outras vertentes da cultura,
neste caso a música. Ou seja, vamos a um festival de música e mesmo assim
levamos com o futebol. Ainda por cima, durante o jogo, as bancas deixaram de
distribuir os brindes grátis, pois supostamente só o podiam fazer quando a
“programação habitual” retomasse, mas nesse caso também não deveriam poder
lucrar, pois se as pessoas que pagaram para lá estar não podem receber os
brindes, eles também não deviam poder receber o nosso dinheiro.
Com o fim do jogo, lá fomos à caça
de mais brindes e eis o que conseguimos:
1. Ibis – almofada e tote bag
2. Novex – saco com produtos para o
cabelo
3. Sic – fita de pescoço com
luzes
4. Granado – fita de pescoço
5. Sporting – pulseiras
Fizemos uma breve paragem na banca
do Sporting, pois o meu irmão queria participar no jogo que eles lá tinham.
Confesso que fiquei algo chocada com o facto de se ter de pagar para jogar. As
bancas que vimos com atividades do género eram grátis e também tinham brindes.
O meu irmão acabou por ganhar um lenço.
Acho que a parte mais negativa do
festival foi a poeira no ar. Passei o tempo todo a sentir-me super suja, com pó
no corpo todo e na roupa. Acho que é dos poucos pontos negativos que tenho a
apontar.
Vimos
o início dos Ornatos Violeta no Palco Tejo e aproveitámos que as pessoas
estavam a ver os concertos para ir jantar. Pelo caminho até à zona da
restauração ainda nos cruzámos com a mascote do Benfica, a águia Vitória!
Comemos um hot dog
enquanto assistimos a parte do concerto da Leigh-Anne. Gostei bastante da energia dela, nunca a acompanhei
nem às Little Mix, mas gostei da vibe da atuação.
Um ponto que achei bastante
positivo foi a linguagem gestual presente nos ecrãs do Palco Mundo, embora
faltasse nos restantes palcos.
De seguida, fomos para o Palco
Mundo ver a atuação do Macklemore. Também não
conhecia muitas músicas, mas adorei a sua energia e presença em palco.
Deixo-vos a setlist:
1. Chant
2. Thrift Shop
3. White Walls
4. Same Love
5. Heroes
6. Hinds Hall
7. These Days
8. Dance Off
9. Glorious
10. Good Old Days
11. Can´t Hold Us
Gostei imenso de ver o seu caráter
presente na sua música. Durante a atuação mostrou apoio à comunidade LGBT e à
Palestina. O artista é dos poucos a mostrar apoio ao cessar-fogo e foi um
momento arrepiante de presenciar.
Não tinha expetativas nenhumas para
a sua atuação e saí de coração cheio após uma performance fantástica e super
mexida.
Ainda conseguimos ver um pouco da
atuação dos James, não sou fã e, pelo pouco que vi, achei que não tinham
presença de palco; interagiram pouco com o público e também não os achei
propriamente simpáticos. Mas repito que vi muito pouco da atuação.
Ainda antes do fim da atuação dos
James, regressámos ao Palco Mundo para o espetáculo dos 20 anos do festival.
Foi super divertido, ver o fogo de artificio ao som de artistas que já pisaram
aquele palco. Adorei ver lá a Miley Cyrus, o motivo para ter ido ao festival em
2010!
Seguiu-se o momento alto da noite:
a atuação dos Jonas Brothers. Tenho imenso a dizer sobre isto,
por isso, antes de mais, aqui fica a setlist:
1. Celebrate
2.
What a Man Gotta Do
3.
That’s Just the Way We Roll
4.
Waffle House
5.
S.O.S
6.
Play My Music
7.
Gotta Find You
8.
Introducing Me
9.
When You Look Me In The Eyes
10. Year 3000
11. Can’t Take
My Eyes Off You (cover)
12. Close
13. Toothbrush
14. Jealous
15. Cake By The
Ocean
16. September
(cover)
17. I Believe
18. Lovebug
19. Burnin’ Up
20. Only Human
21. Sucker
22. Leave
Before You Love Me
Quando era mais nova era,
inquestionavelmente, uma Nick Girl. Hoje em dia,
confesso que é muito difícil ficar indiferente ao Joe!
Gostei bastante da setlist,
honestamente, esperava que tivesse menos músicas das antigas e mais algumas
recentes. Gostava que tivessem cantado mais de Hapiness Begins, adorava ter ouvido Hesitate, Strangers ou Rollercoaster, mas fiquei satisfeita com as
escolhas e diverti-me imenso.
Como não tenho, nos últimos anos,
acompanhado a banda de muito perto, não fazia ideia de que os membros dos DNCE
tinham integrado a equipa (o baterista, Jack Law, faz parte da banda dos Jonas Brothers desde o início) e adorei a presença
de palco da Jinjoo, ela tem uma energia incrível e os seus solos de guitarra
são inesquecíveis.
Adorei que o Joe fosse ao público buscar um cachecol e bandeira
portugueses, este homem tem uma presença em palco que me deixou maluca! Imensa
energia e um vozeirão…
Um dos pontos altos da atuação,
para mim, foi sem dúvida ouvir o Nick a
cantar o famoso Red Dress, que,
infelizmente, ele nem sempre canta. É uma parte icónica da música Burnin’ Up que me deixa sempre histérica.
Acho que a única coisa que me
desiludiu foi o Kevin não ter
interação nenhuma com o público. Esperava que ele agarrasse o microfone e nos
dissesse umas palavrinhas, ainda que breves, mas nada.
Já se passou tempo suficiente desde
o concerto para eu poder dizer que foi uma noite que me ficará para sempre na
memória e quero mesmo muito ter a oportunidade de repetir.
Pensei que ia ser uma dor de cabeça
para sair do recinto e chegar a casa, mas, na verdade, foi bastante tranquilo e
rápido. Apanhámos o shuttle para o oriente e conseguimos logo encontrar
um táxi.
Fico agora à espera de saber quando
irão os Jonas Brothers regressar a Portugal e quem serão
os cabeças de cartaz da próxima edição do festival!
Autoria da publicação: Mariana
Fonte das imagens/fotografias e vídeos: Mariana


0 Comentários