A publicação que vos trago hoje é sobre a minha
experiência enquanto estudante universitária. Quero deixar claro que esta é
somente a minha opinião baseada na minha experiência pessoal, sendo eu uma
pessoa mais introvertida, por isso é normal que não se identifiquem com ela ou
que não tenha sido / venha a ser a vossa.
Em 2020 entrei na licenciatura de Ciências da
Linguagem na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Não era a minha
primeira opção, mas era um curso que me permitia vir a trabalhar na área de que
gosto.
Como irei falar mais adiante, a licenciatura não correu
propriamente como eu tinha idealizado, mas isso faz parte da vida. Assim sendo,
acabei a licenciatura este ano, 2024, num 4º ano.
Visão geral da faculdade:
· · Os professores são muito acessíveis e simpáticos, no geral;
·
As condições da faculdade não são as melhores.
Praticamente desde que entrei na FLUL que o Edifício Novo esteve em obras e,
por isso, todos os alunos eram obrigados a ter aulas no edifício principal;
·
Não há turmas fixas, o que significa que numa
aula tens certos alunos como colegas e na aula seguinte podes não reconhecer
ninguém;
·
Oferece aulas de diversas línguas;
·
Tem um ambiente muito acolhedor;
·
Nas cadeiras livres, podemos escolher de entre todas
as cadeiras que a faculdade oferece.
Visão geral do curso:
·
O curso não permite fazer minors ou majors;
·
A diretora de curso é super acessível e simpática;
·
Como é um curso de linguística, pode tornar-se
chato se não for uma área de que gostemos mesmo;
·
Não tem muitas cadeiras livres.
Cadeiras do curso de Ciências da
Linguagem:
·
1º ano:
o
Cadeiras Obrigatórias:
§
Léxico;
§
O Estudo da Linguagem Humana;
§
Recursos para a Análise Linguística;
§
Sociolinguística;
§
Produção do Português Escrito;
§
Compreensão e Produção e do Português Oral;
§
Compreensão do Português Escrito;
§
2 níveis de uma Língua (escolhi Inglês).
o
Cadeira Livre (que eu escolhi):
§
Edição de Textos.
·
2º ano:
o
Cadeiras Obrigatórias:
§
Crítica Textual;
§
Fonologia;
§
Morfologia;
§
Pragmática;
§
Semântica;
§
Sintaxe.
o
Cadeiras Livres (que eu escolhi):
§
2 Níveis de Inglês;
§
Relações Internacionais;
§ Estudos Literários: Narrativa.
·
3º ano:
o
Cadeiras Obrigatórias:
§
Dialetologia;
§
História da Língua Portuguesa;
§
Linguística do Texto;
§
Ordem de Palavras e Significação;
§
Estrutura Prosódica e Significação;
§
Psicolinguística;
o
Cadeiras Livres (que eu escolhi):
§
1 nível de Inglês;
§
Prática de Tradução Literária Inglês-Português;
§
Inglês no Mundo;
§
Aquisição e Desenvolvimento Linguísticos.
·
4º ano (cadeiras que repeti):
§
Fonologia;
§
Sintaxe;
§
Semântica;
§
Linguística do Texto;
§
Pragmática.
A minha experiência:
Para quem, como eu, é introvertido, não se quer
meter na praxe e tem dificuldade em fazer amizades, a Faculdade de Letras é um
sítio difícil para conhecer pessoas. As nossas aulas são quase sempre com
pessoas diferentes, já que não há turmas fixas como disse em cima, o que faz
com que seja difícil para pessoas tímidas criarem amizades. Por causa do
covid-19, no meu primeiro ano não houve praxe e, por causa disso, nem meti a
hipótese de a fazer no segundo ano, não me fazia sentido. Sabendo o que sei
hoje, talvez tivesse feito o "sacrifício", pois talvez fosse mais
fácil para conhecer pessoas.
Ciências da Linguagem é um curso sobre
linguística, em que temos de, ou aprender uma nova língua, ou desenvolver uma
que já saibamos falar, o que achei ótimo, sendo que queria melhorar o meu
Inglês. No entanto, o facto de não ter muito espaço para opções livres
condicionou-me um pouco a possibilidade de explorar novas áreas. Felizmente,
este ano houve uma reestruturação no programa da licenciatura e há agora mais
opções livres e menos obrigatórias.
Como referi em cima, fiquei a fazer um ano extra,
pois certas cadeiras precisaram de uma atenção especial minha. No meu primeiro
ano, apenas uma cadeira correu menos bem e ficou logo resolvida na fase de
exames. No entanto, o mesmo não aconteceu no segundo ano. Achei-o o ano mais
complexo e com um grau de complexidade bastante acrescido e eu não estava
preparada para tal. Ficaram quatro cadeiras por fazer, mas não tem problema;
tudo se faz. Resolvi que o melhor seria fazer então o quarto ano, pois assim
não prejudicaria as restantes cadeiras ao tentar encaixar as que iria repetir no horário. No
terceiro ano ficou mais uma por fazer.
Acho que não se fala o suficiente sobre a
diferença que existe entre o ensino secundário e o ensino universitário. Não
falamos sobre como, na maioria das vezes, não estamos preparados para aquilo
que nos espera. E definitivamente não falamos sobre como não há problema em não
fazer logo tudo certinho. Mencionei que a licenciatura não correu como tinha
idealizado, mas está tudo bem. O importante é chegarmos à meta final e estarmos
satisfeitos connosco. E eu posso dizer que estou!
Foi uma batalha difícil, mas chegou ao fim.
Fonte das imagens/fotografias: Mariana


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