Nota: esta publicação contém opiniões pessoais.

 

Para os amantes de música e de concertos, deixo aqui uma publicação sobre a passagem da Taylor Swift com a The Eras Tour em Lisboa, mais especificamente na segunda noite.

 


A melhor forma de iniciar o relato da minha experiência remete para antes de a passagem por Lisboa ser anunciada, em maio/junho de 2023. Comecei a ver nas redes sociais que existia a possibilidade de a tour passar por cá, tendo em conta que a cantora já era para ter vindo a Portugal com a Lover Fest (tour do álbum “Lover”). Comentei isso com o meu irmão ao que sucedeu um diálogo semelhante ao a seguir:

— Vamos, não vamos? — perguntou ele.

Claro que vamos — respondi-lhe em tom irónico.

— Estou a falar a sério.

— Mas tu nem conheces quase músicas nenhumas!

E foi assim que ficou decidido que íamos realmente tentar arranjar bilhetes caso a Taylor viesse cá. Quando a primeira data foi anunciada e nos registámos para receber a senha, começou o nervosismo de não conseguir bilhetes.

No dia em que íamos finalmente poder comprar os bilhetes, o coração quase me saltou do peito. O meu irmão foi para a faculdade e, como eu estava livre, fiquei em casa com a Carina para comprar os bilhetes. O stress foi tanto que quando finalmente chegou a minha vez de os comprar nem escolhi os lugares, apenas escolhi o piso e paguei.

Fui fazendo as pulseiras da amizade (fiz quase 50) e pensando no melhor outfit para usar. Quem me conhece sabe que brilhantes, franjinhas, lantejoulas, não é comigo. Fiquei bastante tempo a pensar no que haveria de vestir até que optei por algo mais simples e que me ia deixar confortável: calças de ganga azuis e uma t-shir branca com um beijo. Para complementar, desenhei dois corações com maquilhagem azul e ainda fiz uns anéis coloridos em forma de coração. Fiquei mesmo a condizer com Paper Rings de Lover.


Na semana anterior ao concerto, eu e o meu irmão começámos a fazer umas mini sessões de treino para decorarmos mais algumas músicas. A Taylor é uma artista com tantas músicas que nos foi difícil saber todas a tempo do concerto, especialmente tendo em conta que algumas que conhecíamos não fazem parte da setlist. Desta forma, as músicas que não conseguimos decorar foram “All Too Well (10min version)”, “Champagne Problems”, “My Tears Ricochet”, “Marjorie” e “Mastermind”.

No dia 25, chegámos ao estádio por volta das 16h (hora de abertura das portas) e ficámos na fila para o Piso 3 durante quase duas horas. Durante um bom tempo a fila esteve praticamente parada, mas depois acelerou. Ao chegarmos à segurança, não compreendi o motivo da fila andar tão devagar, já que não fomos revistados de todo e simplesmente nos disseram que tampas e latas não podiam entrar.

Vi tanta coisa online sobre as pulseiras da amizade e as trocas que os fãs fazem que me desiludi um pouco. Troquei um total de quatro pulseiras e as meninas com quem fiz a troca foram super simpáticas.

O ambiente pré concerto também não foi o melhor. Ainda houve uma tentativa de fazer a onda, mas não foi bem sucedida. A entrada dos Paramore animou, sem dúvida, o ambiente.

É uma banda que apenas conhecia de nome e, por isso, das nove músicas cantadas, eu conhecia apenas duas, “Still Into You” e “The Only Exception”. Adorei a energia que transmitiram, especialmente a Hayley. A ovação de um minuto que a multidão fez deixou a vocalista em lágrimas e foi um momento super bonito de testemunhar. Deixo-vos a setlist completa:

1.     Hard Times

2.     Burning Down The House

3.     Still Into You

4.     That’s What You Get

5.     Last Hope

6.     The Only Exception

7.     Misery Business

8.     Ain’t It Fun

9.     This Is Why

Quando a loirinha finalmente entrou em palco, não estava nada preparada para o que aconteceu. A forma como a multidão enlouqueceu, o volume a que todos estavam a cantar…não há palavras. Eu mal conseguia ouvir a voz da própria Taylor. Foi lindo de presenciar e valeu cada cêntimo.

Antes que me comece a alongar, vou deixar-vos a setlist (músicas surpresa destacadas a verde):

1.     Miss Americana & the Heartbreak Prince

2.     Cruel Summer

3.     The Man

4.     You Need To Calm Down 

5.     Lover

6.     Fearless 

7.     You Belong With Me

8.     Love Story

9.     22

10.  We Are Never Ever Getting Back Together 

11.  I Knew You were Trouble

12.  All Too Well (10min version)

13.  Enchanted

14.  ...Ready For It?

15.  Delicate

16.  Don't Blame Me

17.  Look What You Made Me Do

18.  Cardigan 

19.  Betty

20.  Champagne Problems 

21.  August

22.  Illicit Affairs 

23.  My Tears Ricochet 

24.  Marjorie

25.  Willow

26.  Style

27.  Blank Space

28.  Shake It Off

29.  Wildest Dreams 

30.  Bad Blood

31.  But Daddy I Love Him

32.  So High School

33.  Who's Afraid of Little Old Me?

34.  Down Bad

35.  Fortnight 

36.  The Smallest Man Who Ever Lived 

37.  I Can Do It With A Broken Heart

38.  The Tortured Poets Department 

39.  Now That We Don't Talk

40.  You're On Your Own, Kid

41.  Long Live

42.  Lavender Haze

43.  Anti-Hero

44.  Midnight Rain

45.  Vigilante Shit

46.  Bejeweled 

47.  Mastermind

48.  Karma

Houve algumas músicas que fiquei triste por não serem cantadas na íntegra e uma delas foi logo a primeira. No entanto, a que mais me desiludiu foi Enchanted, por ser uma das minhas preferidas e a única do Speak Now que ela canta.

Inicialmente, ao descobrir que a Taylor cantava tantas músicas e que o concerto tinha a duração de três horas, estava um pouco reticente. Três horas é imenso tempo. Mas a verdade é que quando lá estamos, não damos pelo passar do tempo e ficávamos, sem problema, durante mais outras três horas, a dançar, a cantar até ficar sem voz, a divertirmo-nos como se não houvesse amanhã.

Gostei imenso das mudanças de Era, em especial a casa do Lover a arder para dar lugar ao Fearless. As transições de uma música para a seguinte também foram bastante interessantes, a minha preferida foi de Don’t Blame Me para Look What You Made Me Do (“DON’T BLAME ME FOR WHAT YOU MADE ME DO”).



As músicas de que mais gostei de assistir (para além de todo o álbum Reputation, sim sou uma Reputation Girl!) foram Cruel Summer, You Belong With Me, Betty, Illicit Affairs, Style, Bad Blood, Who’s Afraid Of Little Old Me? e Vigilante Shit. Aqui quero deixar bem claro que amei todo o concerto, todas as músicas e coreografias, mas SE tiver de escolher preferidas, PROVAVELMENTE, seriam essas.


Não tenho palavras para descrever esta experiência e uma coisa que a tornou ainda mais especial foi o facto de a ter partilhado com o meu irmão. Temos menos de dois anos de diferença um do outro, o que significa que sempre fomos bastante próximos. Estarmos a partilhar experiências destas enquanto jovens deixa-me eternamente grata. Podermos conhecer o mundo lado a lado é uma experiência que gostava que todos pudessem sentir, pois é indescritível.

 


Espero que a cantora volte a Portugal para podermos repetir esta memória!



Autoria da publicação: Mariana

Fonte da imagem/fotografia: Mariana