Nota:
esta publicação contém opiniões pessoais.
Nascer
na geração Morangos Com
Açúcar foi, sem dúvida, das melhores coisas
que me aconteceu. Tenho memórias de infância que valem ouro, quer sejam
relacionadas com a história de cada temporada, personagens, as icónicas bandas,
entre tantas outras coisas que os Morangos representaram para toda uma geração.
Lembro-me
de sair da escola com a minha melhor amiga da altura e com o meu irmão, irmos
brincar para o parque e voltarmos para casa a tempo de não perder o episódio.
Fiquei destroçada no dia em que anunciaram que a nona seria a última temporada
e mais ainda quando o dia do último episódio chegou. Fui ver o filme ao cinema
na estreia e recordo-me da sensação de vazio com que fiquei depois. Porque a
verdade é que quando se cresce a ver algo na televisão todos os dias e depois
isso acaba, o que é que uma pessoa faz?
No
ano passado, quando os DZRT anunciaram a
pequena tour que iam fazer, fiquei bastante contente. Como já tinha
planeado ir ver o concerto dos Coldplay (outra
banda que me marcou imenso), acabei por não comprar bilhete. Mas quando
anunciaram a Reunião, não havia outra hipótese. DZRT,
4Taste e Just Girls num só evento? Isso eu não posso mesmo perder.
No
entanto, se vos vou contar a história de toda esta experiência, tenho de contar
também as partes menos boas. Foi uma grande falha só darem certas informações
aos fãs a menos de uma semana do evento. Horários concretos, espetáculos de
abertura, tudo isto foi revelado a cinco dias da reunião e muitos fãs ficaram
desagradados. A ideia geral com que as pessoas ficaram foi a de que o concerto
começaria às 17h (sendo esta a hora indicada nos bilhetes), no entanto tivemos
três artistas a atuar antes das grandes bandas.
Segundo
consta, porque eu apenas cheguei ao recinto perto da hora da primeira banda,
ainda antes do primeiro artista subir ao palco houve um DJ que nem sequer foi
anunciado nas redes sociais. Para mim, isto já é uma grande falha. Seguiram-se
os Reboot, um grupo de dança de Hip-Hop, o Gu! E, por fim, a Miiana. Não vou
falar dos dois primeiros, pois não sei absolutamente nada sobre as suas
atuações, mas sim da Miiana. Consegui ouvir as duas primeiras músicas que ela
cantou enquanto me dirigia para o recinto e ambas eram covers. Eu
percebo que tenham decidido dar palco a novos artistas para ajudar à sua
visibilidade enquanto novos artistas, mas para cantar covers? Para mim,
não valia a pena, principalmente se ninguém sentia a necessidade de haver
artistas a abrir o concerto.
As
pessoas que vinham de longe compraram bilhetes de transportes que tiveram de
remarcar dadas as horas previstas para cada banda. Ninguém esperava que o
evento acabasse tão tarde. Acho que tudo isto contribuiu para uma certa
insatisfação dos fãs, tanto que, na publicação do Instagram onde isto foi
anunciado, muitos fãs decidiram tentar vender os seus bilhetes.
Quando
finalmente entrei no recinto, já a Miiana tinha terminado e estávamos à espera
das Just Girls, que
seriam a primeira banda da noite, seguidas pelos 4Taste
e depois os DZRT. Adorei que durante
esse tempo, assim como no tempo entre as atuações seguintes, tivessem uma
playlist a tocar com músicas da banda sonora da série; criou um ótimo clima de
espera.
Antes
de vos contar sobre a atuação das Just Girls, deixo-vos a setlist:
1. O Jogo Já Começou (Sorte Ou Azar)
2. Ser Radical
3. Não Te Deixes Vencer
4. Para Lá Desta Porta
5.
Karma Comes Around To You
6. Entre o Sonho e a Ilusão
7. O que és em mim
8. Passa o Vento
9. Se Acabar Assim
10. A Vida Te Espera
11. Cansei feat Angélico
12. Viver e Aprender
13. Dama de Copas
14. Bye, Bye (Vou-me Divertir)
Quando
era criança adorava fazer sessões de karaoke com as minhas amigas, imitar as Just Girls (eu era sempre a
Helga, a eterna Xana) e até mesmo inventar coreografias. Infelizmente, senti
que o público não vibrou como eu imaginei durante a atuação. Houve várias
músicas que me apetecia berrar e que não o fiz, pois praticamente senti que ia
incomodar as pessoas que estavam tão sossegadinhas!
Quanto
à setlist, de forma geral, agradou-me bastante. Dama de Copas era uma
música que não conhecia, mas cuja coreografia adorei. Havia duas músicas que
gostava que tivessem cantado, Enquanto
o Amor Quiser e Sei
Que Tudo Vai Mudar. Também não sei bem o que aconteceu com os
microfones, mas senti que, em algumas partes, houve falhas a nível de som.
Adorei
as coreografias, gostei bastante dos outfits (embora o da Helga me tenha
desiludido um pouco, acho que estava muito desfasada das outras) e a energia
que transmitiram foi incrível. A minha criança interior amou ter a oportunidade
de as ver.
Curiosidade:
não esperava que elas cantassem Cansei,
que conta com a participação do Angélico.
Cantei todas as palavrinhas da música e, quando chegou a parte dele, lacrimejei
de emoção!
Seguiu-se
a atuação dos 4Taste. Houve um ligeiro atraso,
tendo em conta os horários divulgados, mas nada que não valesse a pena a
espera. Deixo-vos a setlist:
1. Nunca Mais Dizer Nunca
2. A Tua Vez de Brilhar
3. Pra Te Ter
4. Leva-me Assim
5. Eu Não Quero Olhar P’ra Trás
6. Só Tu Podes Alcançar
7. Diz Mais Uma Vez
8. Sempre Que Te Vejo
9. Desta Vez Eu Não Te Vou Perdoar
10. Diz-me Que Sim
Se
tivesse de escolher uma banda para a qual estava menos entusiasmada (ainda que
IMENSAMENTE entusiasmada) seriam os 4Taste. No
entanto, fiquei deveras impressionada com a atuação incrível que tiveram.
A
audiência ficou ao rubro logo na primeira canção, embora o microfone do
vocalista, tal como na atuação das Just Girls, também estivesse com algum problema, pois o volume
estava baixíssimo e quase não se ouvia a voz por cima dos instrumentos. De
qualquer forma, a energia do público não desiludiu de forma nenhuma, inclusive
diria que foi a banda que maior resposta teve da assistência.
Também
foi muito giro perceber que a crush que tive no eterno Jota
(Francisco Borges) ainda lá estava guardada no fundo do meu coração
(nunca esquecemos a primeira crush, não é?).
Uma
coisa que me desapontou IMENSO foi o facto de os 4Taste
e as Just Girls terem
uma música juntos e de terem perdido a oportunidade de a cantarem. Se fosse uma
música pouco conhecida, eu ainda percebia; no entanto, Nunca
É Demais é uma
música que todos conhecemos e que teria sido super divertido se tivesse sido
cantada.
Passamos
então à última banda da noite, os DZRT. A
cumplicidade que os três membros ainda mantêm é surreal e emociona-me sempre.
Antes que me comece a alongar, esta foi a setlist:
1. Dzrt Revolução
2. Feeling
3. Para Mim Tanto Me Faz
4.
I Don’t Want To Talk About It
5.
Caminho A Seguir
6.
Todo O Tempo
7. Quem Eu Quero Pra Mim
8. Querer Voltar / Verão Azul / Para Mim Tanto Me Faz
9. Estar Ao Pé De Ti feat Tiago Castro e Diogo Valsassina
10. Aqui Sem Ti (FF feat Diogo Valsassina)
11. O Meu Verão Não Acabou (FF feat DZRT)
12. Tudo O Que Quero (FF)
13. Onde Estás
14. Herói Por Um Dia
15. Querer Voltar
16. Verão Azul
17. Para Mim Tanto Me Faz
Ver
os DZRT ao vivo foi super emocional e
nostálgico. Vibrei imenso ao som das primeiras duas músicas e depois chegou a
icónica Para Mim Tanto Me Faz. Sim, chorei
baba e ranho. Emocionei-me imenso ao ouvir esta música que marcou tanto a minha
infância. E depois apareceram o Tiago Castro (Crómio), o Diogo Valsassina
(Tójó) e o FF (Tomé) e a nostalgia voltou a inundar-me.
Outra
coisa que me deixou também imensamente emocionada foram as homenagens ao Angélico. A forma como a sua morte irá para sempre
marcar uma geração que cresceu com ele e todo o respeito e pesar com que os
membros da banda se referem a ele, encheu-me de lágrimas durante o concerto.
No
fim da atuação, os DZRT chamaram ao palco
todos os envolvidos no evento e cantaram mais uma vez Para
Mim Tanto Me Faz como forma de fechar o espetáculo.
Para
concluir esta publicação que já se alargou tanto, quero também referir que,
após a última banda, ainda subiu ao palco um DJ. Esta foi mais uma decisão
bastante questionável que a organização tomou, pois assim que os DZRT acabaram, a grande maioria das pessoas (eu
incluída) foram embora.
As
pessoas foram saindo do recinto, percorrendo um longo caminho até finalmente
ser possível apanhar boleia ou algum transporte público. No entanto, este é
outro ponto de péssima organização em qualquer concerto organizado em Lisboa.
Fiquei uma hora à espera de um Uber, não passavam quase táxis nenhuns, estavam
imensas pessoas à espera a tentar arranjar forma de voltar para casa. Era de
esperar que após tantos concertos, arranjassem uma forma organizada das pessoas
conseguirem ir embora.
Apesar
dos contratempos e partes menos boas, foi uma noite memorável que ficará para
sempre marcada no meu coração.
Autoria da publicação: Mariana
Fonte das imagens/fotografias e vídeos: Mariana


0 Comentários